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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Relacionamento e gravidez

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Olá tudo bem?

Bom estou num momento muito confuso da minha vida , tenho um relacionamento de 4 anos e 2 meses , porem de um ano e meio pra ca muita coisa mudou e disparou as brigas , ano passado em agosto ele fez uma viajem com seu pai coisa de um final de semana , porem voltou diferente distante , logo depois apareceu uma garota em seu facebook que curtia todas suas fotos , e ele começou a curtir as dela , logo depois a gente brigou feio e quando fui ver ele trocava sms com essa garota , e um belo dia essa garota veio em meu facebook me falar varias coisas baixas e uma delas que ele tinha me traído com ela nessa viajem , eu já cansada de tudo resolvi terminar porem ele chorou , jurou que não tinha feito nada que ela era uma louca , e eu deixei levar pela conversa , afinal não tinha provas , meses depois ele começou a sair com seus amigos e não querer me levar, viajava , e fazia festas , ai começou a se comunicar bastante com uma prima de seu amigo , e nosso namoro novamente se virou de cabeça pra baixo , brigas e mais brigas , até que de tanto ouvir conversas fiadas e deboches sobre mim resolvi terminar.

 

Ficamos 4 meses terminados até que ele voltou, jurou não ter feito nada com a menina, disse que me ama e que eu sou a mulher da vida dele, depois de 1 mês conversando, resolvemos mudar algumas coisas e reatamos o namoro, ficou tudo bem ele mostrou mudanças e querer mudar, só que a minha confiança já não é a mesma, o medo de quebrar a cara as vezes fala alto; resolvi terminar tudo de novo, porem quando fui conversar com ele, ele veio com um papo desviando do assunto, que estava feliz, que queria planejar mais nosso futuro, e eu acabei não falando nada.

 

Aí na semana seguinte descobri que estava grávida, fiquei sem chão, não conseguia aceitar em como pude deixar isso acontecer, quando contei pra ele, ele ficou super feliz, empolgado, fazendo planos e mais planos, e isso mexeu um pouco comigo, me deixou um pouco mais segura apesar de não aceitar muito a gravidez.

 

Depois de 2 meses as coisas melhoraram, comecei a aceitar mais a gravidez e as mudanças, porem de uns dias pra ca ele mudou muito comigo, não tem mais tempo para conversar, não tem interesse em me ver, muito menos em ter relações, e ta cada vez mais distante, adora o fato da gravidez, mas já não demonstra mais nada por mim, e com tudo isso estou pensando em por um fim nessa história, porque já esta sendo difícil aceitar toda essa mudança, e conviver com ele assim, ta acabando comigo, só que toda vez que eu tento chegar no assunto ele muda, diz que me ama, que sou a mulher da vida dele e que ele nunca foi tão feliz.

 

E eu gosto dele mas não sei se consigo confiar e suportar toda essa instabilidade. Sem saber o motivo, sem saber a verdade.

 

Cara Leitora,

Na situação em que está, diante do vosso amor e da gravidez, convém tentarem se entender em vez de pensar em terminar.

 

A gravidez cria um equilíbrio delicado entre experiências positivas e negativas, entre amor e zanga, expansão e regressão. É provável que momentos de otimismo, criatividade e divertimento sejam acompanhados por momentos de ansiedade, angústia, ambivalência.

 

As pessoas não estão sempre com a mesma disposição e uma gravidez e, em futuro, um filho, claro que vão interferir na relação mas cabe a vocês estabilizar e saber manter a chama do amor, do respeito e da confiança, sempre de forma positiva e enriquecedora.

 

Conversem, o diálogo é sempre positivo, ao mesmo tempo procurem junto ter um espaço para cada um viver a sua liberdade com responsabilidade e compromisso.

 

Se entretanto sentir que sozinha não consegue estar bem, um acompanhamento psicológico pode contribuir para uma vivência mais saudável desse período maturacional.

 

Um grande abraço e muitas felicidades na sua gravidez.

 

Medo do parto

 

 

 

 

 

Tenho 22 anos e namoro há 6, eu e o meu namorado estamos a pensar ir viver juntos e ele já fala em filhos. Eu sempre disse que queria ter filhos com ele, e quero, quero muito, desejo ser mãe com todas as minhas forças mas no entanto pensar no parto aterroriza-me! Tenho medo de morrer no parto. Meti na cabeça que não sou capaz de aguentar o esforço do parto e tenho medo de morrer e nunca chegar a ver o meu filho. Penso que seja normal e que todas as mulheres têm medo do parto mas eu ainda não estou grávida e tenho ataques de pânico quando penso no assunto, o meu medo é tanto que quando ele fala em termos um bebé nem consigo desfaçar o que sinto.

 

O meu medo está se a tornar maior à minha vontade de ser mãe e não posso deixar que isso aconteça.

O que devo fazer? Estou mesmo desesperada.

Obrigada desde já.

 

Cara Leitora,

 

O parto representa um marco na vida da mulher, repercutindo profundamente nos seus planos físico, emocional e social. O medo do parto pode gerar ansiedade principalmente ao se incluir ao medo da morte e ao medo da dor. Esse cenário pode ser minimizado com informação e preparação para a gravidez e nascimento do filho.

 

Quanto mais preparada estiver a mulher, se ela entender a fisiologia do corpo humano no processo, as fases do trabalho de parto, e o que esperar, ela vai passar pelo processo com muito mais facilidade.

Para isso é importante a educação: muita leitura, informação, troca de ideias com outras mulheres, médicos e especialistas.

 

No caso de mulheres mais sensíveis, é essencial um trabalho de psicoterapia, para aprender a lidar com esse medo e impedir que se torne uma ideia excessiva.

Procure trabalhar o seu medo seguindo esses parâmetros e vai ver que quando estiver na altura tudo vai correr muito bem. É importante não sofrer por antecipação.

 

 

 

 

Grávida confusa

 

 

 

 

Esta é mais uma tentativa DESESPERADA de entender meu parceiro.

 

Estou grávida de 6 meses e meio, de um menino. Me relaciono com o pai dele a um ano e cinco meses. Durante toda a convivência ele expressava a vontade de ser pai, pois carrega a dor de ter perdido um filho que já estava em formação, da ex mulher. Quando soubemos da notícia da chegada de um filho foi em uma época um tanto conturbada. Aliás nossa relação sempre foi muito conturbada, pois não é um relacionamento onde existe um parceiro e uma parceira, é um relacionamento onde existe um parceiro (ele),  uma parceira (eu), uma ex mulher que esta sempre por perto (mas não ataca diretamente), uma ex namorada que ataca diretamente fazendo chantagens emocionais (alegando que ela deixou marido por ele, alegando que ele prometeu cuidar dela e da filha), e a culpa culpa por ter traído a primeira esposa com esta ex namorada e culpa porque o relacionamento com esta "amante" que passou a ser namorada não ter dado certo), e para finalizar o medo (pois ele tem 36 anos e sua vida sentimental e profissional não obtiveram sucesso, medo de eu cometer os mesmos erros que as ex's dele cometeram, medo pois tenho apenas 22 anos e considerada bonita pelo padrão da sociedade).

 

Por todos estes motivos decidi que nosso relacionamento deveria encerrar (diversas vezes ele tentou terminar comigo e eu não aceitei pois sempre achei injusto agente terminar por medos e receios de um passado quando eu nem fazia parte da vida dele, não queria "pagar" por uma coisa em que eu nem estava presente, e por isso passei por cima de muitas coisas, para provar que queria que desse certo), mas finalmente havia chegado a conclusão que talvez seria melhor assim, cada um seguir a sua vida. Foi ai que veio a notícia, descobri que estava grávida.

 

Na hora chorei muito, pois só eu sei o quanto custou para mim ter coragem de deixa-lo. Me senti culpada, pois ele na mesma época voltou com os planos de fazer faculdade, e abrir o próprio negócio, e o nosso filho por mais que seja um criança desejada ela não foi planejada para este momento. Eu também queria iniciar minha faculdade.

Então combinamos que ele continuaria com a faculdade, eu adiaria a minha (mesmo porque com um filho pequeno é difícil estudar e trabalhar, ainda mais quando a grana é curta), e mantive em segredo a minha decisão de terminar. Cresci sem um pai, não quero que isso ocorra com o meu filho.

 

Combinamos de morar juntos. 

Sei de todos os defeitos dele, e mesmo assim achei que valeria a pena recomeçar, talvez com a chegada do nosso filho ele se sentiria mais seguro, pensaria mais no presente e o passado o atormentasse menos.

Eu não consigo conversar com ele, vejo claramente que ele é uma pessoa frustrada, insegura. E se eu for falar isso com ele, para poder ajuda-lo ele não vai aceitar, vai transformar em briga como das outras vezes. Ele não consegue lidar com a pressão, e as coisas estão acontecendo tudas juntas, a gravidez passando rápido, e nem um teto para nosso filho ainda temos, cada um na casa de seus pais, problemas com a empresa, pois ainda esta nova e negócios novos são dores de cabeça. O dinheiro anda curto e ainda estamos tendo muito prejuízos.

 

Me considero uma pessoa razoável, não gosto de ficar muito no pé pressionando pois sei que se eu o fizer ele não vai aguentar a pressão e vai escapar. Mas também não estou aguentando a barra sozinha. Tentei explicar a ele que estou precisando de mais segurança, afeto, mas toda vez que acontece algo a iniciativa é terminar, quando o vendaval passa ele diz que não conseguiria viver sem mim e nosso filho, que foi da boca para fora. Mas esta situação já esta ficando intolerável, TODA SEMANA ele termina comigo, sofro pois fico imaginando se esta realmente não será para valer, mas sei também que eu preciso tomar uma decisão, porque virou safadeza este vai e volta. Quero terminar, mas não tenho forças pois o amo muito e mesmo com os defeitos sinto muito a falta dele quando estamos sem nos falar. Mas também sei que preciso de segurança para mim e para o nosso filho, que não será saudável para ele conviver em um lar instável. 

 

Para ajudar, com os distúrbios emocionais que a gravidez proporciona eu também tenho me descontrolado, assim pioro as brigas. 

O pior é que não posso me abrir com as pessoas, pois a maioria incentiva a terminar, até mesmo a mãe "se não dá certo talvez seja melhor mesmo terminar...". Não estou a procura de motivos para permanecer, procuro uma solução. Não quero arrepender-me da minha escolha, sei que é um risco...

 

Cara futura mamãe,

 

 

Terminar a relação não é solução. A confusão está armada: um bebé a nascer, um pai com baixa auto-estima, sem sucesso, culpado, com ex-mulher e ex-amante, etc.

 

Não se assuste, essa situação pode ser bastante comum e é consequência das novas famílias.

 

Se você gosta dele, antes de pensar em terminar tente investir na vossa relação, afinal ele vai ser o pai de seu filho.

 

Encontre soluções positivas para o futuro da sua relação e de seu filho que vai nascer. Tente ser flexível, dialogue muito com ele e tentem negociar para se entenderem.

 

Se ele se sentir inseguro pode incentivá-lo a procurar uma ajuda especializada ou mesmo irem juntos a uma terapia de casal para serem acompanhados nesse momento mais difícil.

 

Procure se acalmar, ter paciência e tomar decisões com sabedoria e pensamento positivo para receber essa nova criança!

 

Tudo de bom e felicidade para si e para o seu menino que vai nascer!

 

 

 

Grávida e traída

 

Tenho 18 anos e sou casada há três anos, estou grávida há três meses, mas há um mês descobri que meu marido estava me traindo, nos separamos por uma semana mas ele implorou para que eu voltasse, quase sofreu um derrame e foi parar no balão de oxigénio de um hospital jurando que não me traiu.

 

Mas nada me convence do contrario ele ficou estranho, distante, não me deixava tocar no telefone dele, e numa noite por acidente eu consegui pegar o telefone na hora que caiu uma mensagem e ele imediatamente tomou da minha mão, mas eu consegui ver o inicio da mensagem que dizia "e ai gatinho, vem aqui hoje...." ele imediatamente por mais que eu pedisse apagou todas as mensagens. Sai de casa transtornada, e convencida da traição para completar a mulher é conhecida, ele trabalha transportando ela e outras pessoas, ele é motorista o nome dela de 8 letras foi abreviado em 2 letras na lista de contactos....

 

Coloquei os dois cara a cara e nenhum dizia a mesma coisa que o outro, não existia nexo entre as ideias nada que indicassem que estavam falando a verdade, sem

contar o silêncio, ele se calou e ela também diante das minhas acusações.....

 

Não sei o que fazer, voltei com ele mas estou morrendo aos poucos, um ódio tão grande vive em mim que as vezes não me importaria em vê-lo....

 

Cheguei a não gostar do meu filho por causa desse acontecimento.... Por isso peço ajuda....

 

 

 

Atitudes impulsivas

Seraphine Louis

 

Olá boa tarde.
Escrevo este mail porque preciso de alguma orientação na minha vida e sozinha não a consigo ter.
 
Tenho 31 anos, estou separada há 4 anos e tenho um filho com 8 anos.
Quando tinha 18 anos, engravidei e tive de fazer um aborto. Não por vontade, mas porque tinha de ser. Não tinha namorado fixo, nem possibilidades de criar uma criança.
Foi algo que me traumatizou muito. Despedaçou-me o coração e nunca saiu da minha cabeça esse momento.
A partir dessa altura, muita coisa mudou em mim. Comecei a desejar profundamente ter um filho porque achava que só isso poderia preencher o vazio que eu estava a sentir.
Casei me aos 23 anos e tive um bebé, o que me causou muita alegria. Mas o meu casamento era uma desgraça. Estava com uma pessoa que só pensava em sexo e que me tratava muito mal. Denegria-me, deitava-me abaixo. Destruiu a minha auto-estima.
Passados 4 anos separei-me e tem sido muito difícil. Divórcio litigioso, com muitos problemas a nível legal.
 
O que se passa é que hoje em dia, sou uma pessoa muito instável. Tanto fico triste como alegre demais, tanto penso positivo, com acho q tudo é mau. Estou sempre preocupada com tudo e faço filmes enormes na minha cabeça. Coisas simples, torno-as complicadas. Continuo com uma baixa auto-estima. Deprimo-me com muita facilidade.
Namoro há um ano e meio com um rapaz q adora o meu filho, mas infelizmente é daquelas pessoas que não exprime o q sente. O que ainda piora a minha situação. Vivo sozinha desde q me separei mas gostava de um dia viver com ele. O problema é que por ser tão instável, ás vezes tenho atitudes ridículas e impulsivas. Não confio nele, arranjo discussões sem haver motivo.
 
Continuo a querer muito mais um filho. Nem sei quantas vezes já achei que estava grávida (e a tomar a pílula). Não estou bem. Eu sei.
Preciso de encontrar o meu equilíbrio. Preciso de alguma ajuda.
Obrigada