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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Jovem sem interesses

70.jpgBoa tarde Dra.,

Sou mãe de um jovem que faz 15 anos próximo mês e uma menina que faz 7 em setembro. Neste momento tenho uma situação que não sei se é um problema grave ou uma preocupação exagerada minha.  Neste momento ele encontra-se numa fase que nada lhe desperta interesse, nem escola nem música nem futebol, nada. Anda numa de dizer que tira boas notas sem estudar, logo não precisa de estudar. No futebol se for convocado foi se não for diz não interessa....e tudo isto causa-me muita preocupação sou muito sincera. Gostaria de ter a opinião da Drª se possível, se acha que é normal da idade ou se será objeto de uma análise de um profissional. Desde já agradeço a atenção que me possa dispensar.

Cara mãe,

Quando um adolescente se apresenta desmotivado e sem interesses a palavra-chave é conversar. Além de dar atenção e conversar, pode ainda ajudá-lo a encontrar novos interesses. É preciso que ele experimente coisas novas para perceber o que gosta e o que não. Para além de experimentar, o jovem também deve ser capaz de, a certa altura, investir de forma consistente em alguma atividade, o que pode implicar em tolerar frustrações e encontrar estratégias para melhorar o seu desempenho.

 

Essa fase da adolescência pode representar um período de flutuação necessário ao amadurecimento e pode ser preciso experimentar muito. Peça-lhe para participar em algumas atividades antes de decidir e comprometer-se. Não o critique, mas ajude-o nesse caminho tortuoso.

Essa fase de pandemia que estamos a viver, também não colabora e acaba por incentivar muitos adolescentes a isolarem-se.

Se, entretanto, perceber que a situação se mantém inalterada, faz-se necessária uma análise de um profissional.

 

Filho sem interesses

magritte31.jpg

 

 

Bom dia Dra. Mariagrazia

Estou a contactá-la porque vi que a doutora respondeu a algumas perguntas na internet, e eu estou muito preocupada com o meu filho e ele recusa-se a ir à uma consulta. Já foi a uma doutora em Cascais, mas diz que não vai lá fazer nada.

Ele tem 19 anos, deixou de estudar, nada lhe interessa, diz que somos todos robots está muito tempo a pesquisar coisas na internet, não sai de casa, deixou de sair com os amigos, gostaria de saber se me pode dar alguma ajuda do que devo fazer.

 

Obrigada

Ana Maria

Cara Ana Maria,

 

A situação do seu filho não é normal. Robot é como ele sente as pessoas e a si próprio, por não interagir com o mundo real.

 

Ele precisa mentalizar-se que precisa de ajuda e que essa ajuda passa por um tratamento psicológico. Não bastam algumas sessões. É preciso uma continuidade para que ele possa se conhecer melhor e entender o que se passa e consiga enfrentar e gerir as suas próprias dificuldades.

 

Como mãe procure abrir o diálogo e crie novas estratégias para lidar com ele para ajudá-lo a resolver essa questão. É preciso dar limites e regras. Ele precisa interagir com pessoas, estudar ou trabalhar, encontrar interesses e ânimo para fazer desporto, ajudar em casa e não se refugiar numa vida “virtual” que o robotiza cada dia mais. É preciso que ele retome as rédeas da sua existência e encontre um novo sentido para a vida.

 

Fale com ele e insista com firmeza e determinação. Disciplina e educação dão segurança aos filhos e os prepara melhor para a vida.

 

Um abraço

 

Solidão

Olá boa tarde, estou passando por um momento complicado em minha vida. Sou casada, amo muito meu marido, ele é uma excelente, me completa, nos damos super bem, porém me sinto muito sozinha, sabe...? Sem amigos, com a sensação que ninguém liga para mim, que não sou útil, com falta de realizações e isso me deixa muito triste. Tenho um contato mais ou menos com meus pais e guardava algumas mágoas, mas dentro possível perdoei e tento manter um bom relacionamento.

 

Parece que as coisas só acontecem para as outras pessoas e comigo é sempre diferente. Não sou uma pessoa ruim, gosto de ajudar, tenho um bom coração e as vezes as pessoas se aproveitam disso, parece que só se aproximam de mim por interesse e minha amizade não fazem questão. Sou sempre uma pessoa simpática e sociável, mas ainda sim parece que causo repulsa nas pessoas. Sempre tive meu marido como amigo, mas de uns tempos para cá falta um pouco mais paciência e compreensão. Para ele sou uma pessoa carente.

 

Cara leitora,


Penso que, no seu caso, precisa encontrar um sentido para a sua vida que a preencha e que a faça se sentir útil e capaz. A solução é mudar seu estilo de vida, com determinação, com força de vontade e investir em si mesma, cuidar de si e da sua mente para melhorar a sua autoestima. Valorizar suas capacidades e potencialidades para saber eleger as suas prioridades, defender sua privacidade e seus pontos de vista e dar um sentido à própria vida.

 

Não há nada de errado em gostar de estar sozinho em alguns momentos, desde que isso contribua para o seu bem-estar e crescimento pessoal.

Podemos também aproveitar a solidão como oportunidade para mudança e como espaço de lazer ou de realização dos nossos sonhos e assim pode ser um caminho amadurecido para uma vida melhor.

 

A resposta para a causa da solidão está no interior da pessoa, sendo preciso entrar em contato com o próprio “eu” para descobrir quais os passos a dar. 

 

Para se sentir menos só procure estar mais com pessoas, sair com amigas, fazer um curso e princcipalmente confiar nas pessoas. 

Se não conseguir sózinha é preciso buscar uma ajuda especializada. Vá a consulta de psicologia para perceber melhor essa sua carência e  que mudanças precisam ser feitas.

 

Um abraço