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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Vício em jogos

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Faz tempo, viciei-me em um jogo online chamado League of Legends, tornei-me uma pessoa antipática, que não ligava mais para a família, não queria sair de casa e as minhas notas na escola caíram.

Já se passaram quase 2 anos, mas sempre gostei muito de jogos, sejam eles de computador ou de videogame. E o LoL (League of Legends), apesar de ter-me deixado em um estado ruim, era meu preferido.

 

Tomando essas atitudes erradas, fui proibido de jogar. Não jogarei escondido e nem tenho coragem de desobedecer meus pais mais uma vez, mas sinto muita falta do jogo. Já conversei com meus pais sobre isso, mas eles não concordam que eu jogue mais uma vez.

Eu acredito estar mais maduro hoje, aceitaria jogar com tempo controlado, mas sou só um adolescente, é difícil que acreditem em mim, e preciso ser sincero, eu não sei se vou conseguir-me controlar sem experimentar.

 

Vários amigos meus frequentemente conversam sobre o jogo. Contam as novidades, riem... E eu fico de fora. E isso me entristece.

 

Você acha que eu mereço uma segunda chance? Ou você acha que quando desejamos muito algo devemos nos esforçar para esquecer tal coisa?

Atenciosamente;

X.

 

Caro X.,

 

Os jogadores online sofrem, essencialmente, de distúrbios de ansiedade e stress, com efeitos muito graves ao nível do abandono escolar, de insucesso, de instabilidade emocional e de conflitos familiares.

A maioria dos casos patológicos correspondem a estudantes universitários com idades entre os 17 e os 22 anos, mas o problema começa bem mais cedo, entre os 12 e os 13 anos. São jovens focados, em 20% dos casos, em jogos como os vídeos jogos, os ‘call of duty’ e ‘league of legends’, jogos que envolvem muito tempo.

 

Quando a pessoa deixa de ter padrões relacionais, quando o jogo prejudica o seu trabalho, o seu sono e até a sua alimentação, isso já é motivo de preocupação.

Se esse não é o teu caso. Certamente tu mereces uma segunda oportunidade, mas talvez ainda seja cedo para teres a garantia que não vais entrar outra vez no vício, pois muitas vezes é só uma questão de começar.

É preciso haver uma reeducação, nomeadamente através de "intervenção psicoterapêutica", para poder tratar o que está por trás do vício do jogo, que, provavelmente, surge como uma espécie de tranquilizante de alguma patologia ou frustração.

 

É preciso muito cuidado com exageros, jogar com responsabilidade. Fala com teus pais e coloca-te um limite no tempo de jogo e cumpra-o sistematicamente. E ao mesmo tempo procura ampliar o teu leque de interesses, focalizando nos estudos, desporto e aprimoramento pessoal.

Fica bem

Namoro pré-adolescente

 

Estou precisando de um conselho, bom o assunto, deve até ser comum para a Doutora, mais pra mim é um tanto complicado.

Tenho uma filha de 12 anos, e não sou casada com o pai dela, e ela mora com a avó paterna. Bom recentemente descobri que ela está de namorico, com um garoto de 14 anos, e fiquei muito preocupada, porque ela só tem 12 anos.

 Na hora que descobri, briguei com ela, mas em tom suave, só chamei a atenção e disse que não tinha problema, contanto que conhecesse o garoto e a família dele. 

 Mas agora ao pensar, que o meu bebé está namorando, não sei como agir, não sei o que fazer, o que falar. Se conto ou não ao pai dela. Enfim esses tipos de dúvidas.

Por mim ela não namorava ainda, só depois dos 14 15 anos, 12 anos ainda é muito nova.

Adicionei, o rapaz no meu facebook, para sondá-lo e  disse que quero conhecê-lo e a mãe dele, ele disse que sem problema que é para marcar algo. Pareceu-me bem interessado nela.

Não sei o que fazer nem como agir, me oriente.

Desde já eu agradeço seu conselho.EI.

 

Cara EI.,

As crianças atualmente se apaixonam cada vez mais cedo.

O primeiro amor exerce um papel essencial na forma como o indivíduo irá relacionar-se com o mundo e com as pessoas no futuro. Por isso, ele não pode ser tratado como simples brincadeira. Quando é correspondida, a primeira relação amorosa faz muito bem. Eleva a autoestima e faz as crianças se sentirem valorizadas. Além disso, a sexualidade começa a ser definida neste período.

Muitos se separaram dos seus primeiros romances por conta dos pais. Por isso, se a pessoa não estiver a fazer mal à sua filha, deixe-os em paz. Um ponto importante é o respeito à privacidade da jovem. Nada de bisbilhotar o computador em busca de provas.

O que é preciso é acompanhar e orientar com cuidado e para isso se ela mora com a avó, convém contar para o pai, para que possam acompanhar, mas sem lhe invadir o espaço. Conhecer a família, pode ser tranquilizador, mas procure não se impor.

O desafio é criar ferramentas para que um sentimento nobre, não anule a alegria de viver típica desta faixa etária.

Felicidades

 

 

Envolvimento com rapaz mais novo

 

 

Necessito de ajuda.

 

Tenho poucas amizades, as que tenho são de infância e todas estão distantes sou muito sozinha, sem amigos tenho filhos 17 e 20 anos que estão distantes, o meu marido trabalha o dia todo só chega em casa à noite, tenho uma vida financeira boa, tenho casa, carro, sou funcionária pública, meu marido trabalha num empresa tem um bom cargo e um bom salário. Ele não me dá atenção devida, coloca mil e um defeito em mim, mas é um homem de bom coração que se preocupa com os filhos.

Apaixonei-me perdidamente por um rapaz que fez meu coração acelerar, as pernas ficarem trémulas sempre que o via. Mas agora tenho o visto com pouca frequência, nos falamos muito por telefone, já ficamos juntos por um momento não foi muito bom por que ele se sentia culpado fazendo uma traição, eu que o levei a se envolver comigo ele é 22 anos mais novo que eu, pessoa humilde de família pobre, muito trabalhador, honesto, religioso e de responsabilidade.

 

Consegui um bom emprego p/ ele, cresceu muito como pessoa depois que me conheceu há somente 3 meses que nos conhecemos, falamos muito por telefone, nunca pessoalmente pois não podem nos ver juntos.

 

Hoje ele diz a mim p/ ficar bem com o meu marido, ele me quer muito bem, é um rapaz de bons princípios, eu o levei a se envolver comigo. Ele é muito agradável tem muita atenção com a minha pessoa, nunca poderemos vivermos juntos nem se quisermos pois agora que está começando a viver, tendo um trabalho digno, que consegui com minha força e ele é muito grato a mim por isso. Disse que pretende constituir uma família um dia, e eu desejo que ele seja muito feliz. Nós dois temos um carinho enorme um pelo outro, mas não podemos nos falar e nem nos ver.

Sofro muito por tudo isso, não tenho com quem falar, com quem me desabafar, com isso tenho fugido do meu marido, afastei-me muito dele.

 

 

Ajude-me o que posso fazer?