Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Mundo imaginário

26.jpg

Desde 13anos vivo em um mundo imaginário. Lá me apaixonei, namorei, casei, tive uma filha, vivo situações que parecem reais, sinto amor, sensações que intercedem na minha vida pessoal. Já tenho 32 anos e não consigo parar. Acho que estou ficando louca e não conto para ninguém a não ser para os papéis em que escrevo. Lá tenho toda uma vida. Já tentei parar mas tenho um sentimento de perda imensa. É como se eu fosse perder meu grande amor.

 

Cara leitora,

 

A vida acontece no mundo real e não é normal viver na fantasia. O que pode fazer é usar essa sua criatividade e aptidão e escrever livros de romances, novelas, etc. e publicar.

Precisa liberta-se desse mundo irreal e viver a sua vida em pleno. Essa transição pode ser difícil e dolorosa, mas vai valer a pena, e certamente irá evoluir com a mudança e poderá sentir-se viva!

Medo de morrer

7.JPG

Olá,

tenho 27 anos e desde os 12 anos eu tenho esses tipos de pensamentos..... Fico pensando no agora e na fluidez do tempo e como ele passa, Quando eu começo a ter o ataque milhões de coisas passam na minha cabeça como, e se eu morrer agora, o que é o universo, estamos em um multiverso, ele pode acabar a qualquer momento, um asteróide pode se chocar com a terra, Deus existe de verdade, para onde vamos, será que é só isso aqui.

Lutamos tanto para acumular conhecimentos e memórias e isso nos molda, não faz sentindo tudo isso acabar com o nosso cérebro derretendo e tudo isso se perdendo após morrermos.... Minha cabeça se enche desses pensamentos, me falta o ar, o coração vai a mil, e me dá uma vontade louca de sair correndo.... Às vezes eu penso em por um fim nisso para não sentir mais essas coisas,momento pois só eu sei como é horrível e minha família não entende.

Às vezes sinto vontade mesmo é de me matar só para não esperar um fim inesperado e iminente, pois aí sim eu teria a certeza do que estaria acontecendo e o momento do acontecimento....

Me ajuda Dra. Tenho medo de Fazer uma loucura

 

Caro leitor,

Todo o ser humano tem medo do desconhecido. O medo da morte é o medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da ruptura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento.

É preciso ter em mente que a morte faz parte da vida. É uma etapa da existência humana com a qual tem-se que conviver. Todo ser humano está programado para nascer, crescer e morrer.

Refletir sobre a morte pode torná-la mais familiar e, portanto, menos ameaçadora. O que pode ajudar a refletir é um exercício de meditação, inspirado nas práticas budistas: repita a palavra “morte”, de olhos fechados, inúmeras vezes. Surgirão pensamentos, imagens e sentimentos muitas vezes antagónicos. Mas, se continuar essa experiência de mergulhar até onde a palavra ‘morte’ o levar, verá que algo dentro de si mudará positivamente.

A morte tem também um lado vital. O medo da morte é fundador da cultura. Funciona como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem instituições, crenças, ciências, artes, técnicas e mesmo as organizações políticas e económicas.

O medo da morte nos força a viver, a nos relacionarmos, a procriarmos, a criarmos e a construirmos coisas que nos transcendam.

Acolhê-la, encará-la de frente, compreendê-la, admiti-la é o caminho para viver a vida e para que possa se relacionar, procriar e construir coisas que o transcendam sem fazer nenhuma loucura.

Viva a vida em sua plenitude!