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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Adolescente "dark"

 

Olá doutora,

 

sou um adolescente de 17 anos, e como todo adolescente ando passando por uma época meio 'dark'. Bom, tudo começou quando eu assistia um documentário sobre o presídio Carandiru, onde muitas cenas de sangue e morte passavam. Durante a matéria, comecei a sentir um medo muito grande de fazer mal a pessoas, como meus pais.

E eu venho passando por essa fase, achando que eu poderia fazer mal a quem eu goste. Preciso da sua opinião sobre o assunto. Sou um adolescente muito sozinho.

 

Ver mal em tudo

 

 

Bom dia Dr.ª, 

 

Vi o seu blog e fiquei com vontade de lhe colocar uma questão. Ficaria muito agradecida se me pudesse ajudar.

Tenho 28 anos e creio que muito para contar desde pequena, a vida mostrou-me algumas amarguras. 

Neste momento namoro à cerca de 2 anos. Um rapaz do qual gosto muito e sinto que me estima (anteriormente tive relação de 10 anos).

 

Acontece que ele fez um reparo ( que a minha irmã já me tinha feito - de uma forma subtil mas algo cansada da situação ) e do qual também cheguei por momentos a  essa conclusão mas não entendo o porquê e acredito não ser tanto assim. A verdade é que isso me magoa profundamente e me custa MUITO ouvir isso das 2 únicas pessoas na vida que mais amo. 

Do que falo?

 - A minha irmã diz que vejo mal em tudo e que reparo em demasiado nas atitudes das pessoas e vejo mal onde não existe;

 - O meu namorado me disse que digo mal de todos e que essa atitude não me fica bem;

 

Tenho problemas de auto-estima - física e psicologicamente. E psicologicamente porque vivo revoltada com um passado que me persegue sempre e não me deixa viver despreocupada. Sou muito instável na forma de estar - ora ando muito bem em estado de euforia ora choro de uma forma profunda até o corpo cansar.

 

O facto de ter ouvido isto só veio agudizar todo o negativismo e baixa-estima que tenho. 

 

Chego a pensar que prefiro terminar esta relação para puder sofrer sozinha e não ter de desiludir os outros com as minhas atitudes que acredito irão ser sempre as mesmas - a de alguém que se sente revoltada com a vida, procura respostas e não sabe muito bem porquê.

 

A verdade é que me sinto perdida. Não tenho filhos, nem casa própria nem um emprego estável e o ter 28 anos nesta situação cada vez me sufoca mais. 

 

Talvez precise apenas de uma força ou palavras onde me possa apoiar nos momentos mais difíceis.

 

Obrigada por ter lido.