Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.
Mariagrazia Marini Luwisch
Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.
Mariagrazia Marini Luwisch
Mulheres, antigas deusas da ciclicidade e da transformação...
...Guardiãs de uma sabedoria antiga...
...Rainhas da aparência e da profundidade...
...Transmitem as tradições e estão abertas às novidades.
O reino da mulher é o reino da completude. Honrar a mulher significa honrar o feminino no mundo, uma energia criativa perene presente desde a noite dos tempos.
Oi tudo bem ... Meu nome é F. Desculpe, sei que não me conhece é que não tenho ninguém para conversar .. e me desabafar ... sou casada há 5 anos .. e descobri que meu marido mente para mim ... eu fiquei sem chão ... pois sempre fui sincera com ele ... sempre fomos de conversar e compartilhar pensamentos ... tem algo que ele fazia no passado e que eu disse para ele parar com isso e deixa pra lá ... ele me jurou que não estava mais com isso há muito tempo ... e adivinha. .. vi no celular dele que ele continua com as mesmas coisas ... isso é ele tem mania de fazer-se passar por uma mulher pelo face .. dando uma desculpa de ser modelo para convidar a menina para isso ... para elas mandarem fotos nuas para ele ... todas são maiores de idade... e ele tinha me jurado que não fazia mais ..
Mas ele ainda está com isso ... vi uma conversa bem recente dele com uma menina ... não sei o que faço ... choro muito isso me mágoa mas ... tenho um bebé de 1 ano com ele .. e se eu separar dele não tenho para onde ir ... sou sozinha nesse mundo ...às vezes sinto nojo dele ... nojo de estar com ele ... preciso de uma ajuda, uma luz ...
Cara F.,
A grande maioria dos homens tem prazer em olhar outras mulheres nuas.
A internet tornou a pornografia fácil, barata e anónima. Gostar de ver mulheres nuas não significa falta de amor por quem quer que seja. Significa talvez uma necessidade de ativar o desejo, aliviar o stress ou sentir-se "mais homem" . O problema é quando há exagero ou quando a vida sexual do casal fica prejudicada por causa disso.
Se gosta do seu marido e ainda mais que nem tem onde ir, vale repensar a relação e lutar para tornar o seu casamento melhor. Portanto, lute sendo coerente com o que pensa e acredita.
Procure investir no vosso casamento e na vossa relação com ele. Fale com ele mas sem proibir, deixe que ele decida por ele, pois tudo o que é proibido fica mais apetecível e excitante. Não quer dizer que não goste de si , mas talvez ele se “viciou “ nessas “brincadeira” ousada e é tudo uma questão de maturidade.
Se entretanto essa situação se perpetuar é indicado que seu marido procure ajuda especializada pois fantasiar uma vida paralela só vai prejudicar a família e a vossa relação.
“Se desejarem saber mais a respeito da feminilidade, indaguem da própria experiência de vida dos senhores, ou consultem os poetas, ou aguardem até que a ciência possa dar-lhes informações mais profundas e mais coerentes”.
Freud S.1932
A maioria dos problemas das Mulheres resume-se à palavra consciência.
O autoconhecimento nos leva ao desenvolvimento da consciência, transcendendo as “aparências” e indo em direção a nossa verdadeira essência, numa caminhada que nos possibilita a realização pessoal, profissional, revelando aspetos que despertam admiração real e verdadeira daqueles que nos cercam e influenciando outras pessoas na busca por suas próprias verdades. O autoconhecimento é um exercício que tem como objetivo revelar a natureza, a origem e os verdadeiros valores que formam cada um de nós, visando um melhor entendimento de nossas experiências e possibilitando assim uma vivência mais plena da vida e com os outros, uma aventura em busca de nós mesmos.
Para celebrar o dia da mulher que palavras mais significativas do que aquelas de São Tomás de Aquino que disse: “O mundo seria imperfeito sem a presença da mulher”.
"Professora tunisina, uma das vozes do Norte da África mais apreciadas, que fez da emancipação feminina e da sensualidade o centro da sua lírica. Versos lindíssimos são dedicados ao amar a si mesmo."
AMA-ME
Me transporto nas pontas dos pés
Me transporto no galope da minha vista.
Me envolvo nas faixas da minha pele.
Me abraço desejando-me.
Bendigo o fluxo, o jorrar que de mim provém.
Me balanço no meu seio.
Nas mãos que brotam visto as luvas da poesia.
Reclamo a revelação, as minhas incisões são em pedra.
A minha imagem leva água à sede e iscas à rede dos pescadores.
Transcorro os toques dos sinos da noite esculpindo.
Durmo na minha mesma sombra.
Visto a minha natureza beduína quando estou cansada.
Amo a minha alma impossível, aquela cujos pés são desconhecidos à terra.
Olá, tenho 23 anos, sou homem, e gostaria da sua opinião sobre esse meu problema que vem me incomodando. Acho que tenho medo de mulheres,
Não consigo agir normalmente quando estou com alguma mulher por perto, fico travado, em choque. Quando vou a festas e conheço algumas mulheres,
Eu não consigo sentir a vontade de beijar aquela mulher, de fazer sexo com aquela pessoa, de querer conhecê-la, simplesmente rejeito-a. Isso não é uma
Coisa recente, quando eu era menor, mais ou menos 13 a 15 anos, eu já rejeitava as mulheres. Não sinto vontade nenhuma de me relacionar, de fazer sexo.
Obrigado, espero que me responda!
Caro leitor,
Primeiramente penso que o seu problema possa ser por falta de experiência ou por ansiedade de aproximação, que nada mais é, do que aquele friozinho na barriga.
Para vencer o medo de aproximação nada melhor do que o treino, agir com naturalidade e sempre ter em mente que é uma pessoa de valor e amigável e as mulheres vão gostar de si.
Entretanto se continuar a se sentir inibido é indicada uma avaliação médica para despistar causas orgânicas. Caso estejam presentes, deve procurar um especialista de acordo com o problema específico. Descartando-se as causas orgânicas, é preciso procurar um tratamento psicoterápico.
A violência contra as mulheres, o fosso salarial e as dificuldades em conciliar vida privada e actividade profissional são as desigualdades de género que mais preocupam os portugueses,
É quase sempre entre as paredes domésticas, no relacionamento com o marido ou companheiro ou ex, e cada vez mais frequentemente na frente dos filhos, que se tornam testemunhas aterrorizados, que, por sua vez, se tornam os algozes. A violência contra as mulheres é um fenómeno que não diminui no mundo. A dependência económica resulta em um fator determinante tanto na expressão da violência de genero através de fortes restrições económicas e uma gestão completa de dinheiro por parte do parceiro, quanto em tornar ainda mais difícil, se não impossível para a mulher sair do contexto violento.
Segundo estudos recentes o autor é o marido (48%), o parceiro (12%) ou ex-(23%), um homem entre 35 e 54 anos (61%), empregado ((21%), educado (46 % média superior e superior 19%). Ele faz uso particular de álcool ou drogas (63%). Em suma, um homem "normal".
Assim como normal é a vítima, uma mulher de 35 anos e 54 anos, com ensino secundário (53%) ou licenciatura (22%), empregada (20%) ou desempregada (19%) ou doméstica (16%), com filhos (82%). A maioria da violência continua a acontecer em casa, em um relacionamento sentimental (84%), em uma família "normal".
Além disso, a preocupação de não ser capaz de sustentar financeiramente os filhos torna-se na corrente que obriga a mulher a permanecer na violência e somente quando essas crianças colocam-se entre a mãe e o violentador na tentativa de defesa ou quando ambos estão diretamente envolvidos em ações violentas, a mulher encontra a motivação e a coragem para assumir o risco e fugir.
A situação é agravada no caso de convivência (chega atualmente a 37%) pela falta de leis que a protegem. Sobe de 13% para 18% a proporção de mulheres que admitem a fraqueza como uma motivação que tem levado por anos (1-5 anos: 35%, de 5 a 20 anos: 34% e acima de 20 anos: 12%) perdurar a situação de violência: a mulher finalmente começa a reconhecer o dano da violência vivida. Durante as consultas as mulheres afirmam ter percebido que a perda de auto-estima e insegurança que sentem são um resultado direto de anos de perseguição e humilhação. Também diminui de 14% para 11% a convicção de tolerar a violência do amor.
Segundo os últimos relatórios, o ato violento nunca é isolado , mas é constante e continuo e não termina com o fim do relacionamento, continua através de uma atitude persecutória do parceiro( satalking).
Em 55% dos casos, os maus tratos ocorrem apenas em casa, permanecendo desconhecida para o mundo exterior (amigos, parentes e colegas). A violência física aumenta de 18% para 22%, mas sempre é acompanhada de violência psicológica, com ameaças e violência económica.
Talvez o fato mais impressionante é chamado de "violência presenciada”, um fenómeno que sem uma ajuda especializada, as crianças menores já começam a vida adulta com uma bagagem de problemas comportamentais e psicológicos até desenvolvimento de transtornos dissociativos e de personalidade.
Além disso, crescer em um ambiente violento significa assimilar uma modalidade de relacionamento de violência, que tenderá a se repetir nos seus próprios relacionamentos amorosos quando adultos. 40 % das mulheres afirmam que na família de origem de parceiros violentos,- houve comportamento violento.
É preciso respeito pelas mulheres e acima de tudo que as pessoas comecem a entender que os direitos das mulheres precisam ser respeitados.
“Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família”.
Mulher da Vida, minha Irmã. De todos os tempos. De todos os povos. De todas as latitudes. Ela vem do fundo imemorial das idades e carrega a carga pesada dos mais torpes sinônimos, apelidos e apodos: Mulher da zona, Mulher da rua, Mulher perdida, Mulher à-toa. Mulher da Vida, minha irmã. Pisadas, espezinhadas, ameaçadas. Desprotegidas e exploradas. Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito. Necessárias fisiologicamente. Indestrutíveis. Sobreviventes. Possuídas e infamadas sempre por aqueles que um dia as lançaram na vida. Marcadas. Contaminadas, Escorchadas. Discriminadas. Nenhum direito lhes assiste. Nenhum estatuto ou norma as protege. Sobrevivem como erva cativa dos caminhos, pisadas, maltratadas e renascidas. Flor sombria, sementeira espinhal gerada nos viveiros da miséria, da pobreza e do abandono, enraizada em todos os quadrantes da Terra. Um dia, numa cidade longínqua, essa mulher corria perseguida pelos homens que a tinham maculado. Aflita, ouvindo o tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras, ela encontrou-se com a Justiça. A Justiça estendeu sua destra poderosa e lançou o repto milenar: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. As pedras caíram e os cobradores deram s costas. O Justo falou então a palavra de eqüidade: “Ninguém te condenou, mulher... nem eu te condeno”. A Justiça pesou a falta pelo peso do sacrifício e este excedeu àquela. Vilipendiada, esmagada. Possuída e enxovalhada, ela é a muralha que há milênios detém as urgências brutais do homem para que na sociedade possam coexistir a inocência, a castidade e a virtude. Na fragilidade de sua carne maculada esbarra a exigência impiedosa do macho. Sem cobertura de leis e sem proteção legal, ela atravessa a vida ultrajada e imprescindível, pisoteada, explorada, nem a sociedade a dispensa nem lhe reconhece direitos nem lhe dá proteção. E quem já alcançou o ideal dessa mulher, que um homem a tome pela mão, a levante, e diga: minha companheira. Mulher da Vida, minha irmã. No fim dos tempos. No dia da Grande Justiça do Grande Juiz. Serás remida e lavada de toda condenação. E o juiz da Grande Justiça a vestirá de branco em novo batismo de purificação. Limpará as máculas de sua vida humilhada e sacrificada para que a Família Humana possa subsistir sempre, estrutura sólida e indestrurível da sociedade, de todos os povos, de todos os tempos. Mulher da Vida, minha irmã. Declarou-lhe Jesus: “Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no Reino de Deus”. Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.