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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Orientação sexual

 

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Olá Dra. Eu não estou com duvidas em relação à minha orientação sexual. Sempre tive mulheres e sempre me senti bem com isso. Mas do ano passado para cá, vinha-me à cabeça que era gay.

Eu não ligava porque isso não fazia sentido. Mas este ano, no dia da minha imposição de insígnias (sou finalista) deu-me qualquer coisa na cabeça e fiquei obsessivo com essa ideia.

 

É possível uma pessoa aos 25 anos descobrir isso? É que eu não sinto nenhuma atração por homens nem nada que se pareça. Procurei um psiquiatra e ele disse-me que eu estava com uma perturbação obsessivo compulsiva. Isto já dura há 5 meses. Estou completamente desesperado porque eu não sou gay e só me vem à cabeça imagens mentais de homens em tronco nu e pensamentos de sexo anal. Mas eu não sou gay nem o quero ser. Poderia esclarecer-me o pavor. É que eu não sinto a mínima atracão sexual por homens. Nada mesmo.

 

Cumprimentos, A.

 

Caro A.,

 

Precisa descontrair e viver a sua sexualidade com naturalidade. Não importa o que lhe vem à cabeça, mas não faça disso uma cisma. Pode ser  heterossexual, bissexual ou homosseual, o importante é que se sinta bem consigo mesmo. Relaxe e vai ver que vai se sentir melhor.

O sentir atração pode incluir qualquer pessoa, que pode ser ou não do mesmo sexo. A sociedade, principalmente desde a Idade Média, impõe que o natural são as relações entre sexos diferentes, com o objetivo de procriar. No entanto, relembro que na antiga Grécia a homossexualidade era vista com naturalidade. Na mitologia grega, Zeus, o senhor dos deuses do Olimpo, manteve uma relação com o belo Ganimedes e Apolo viveu um grande amor com Jacinto.

Se mesmo assim não conseguir superar sozinho o seu pavor procure uma ajuda profissional, um psicólogo para orientá-lo nessa fase.

 

Fique bem

Obcecada pelo passado

 

Vivi durante 8 anos... uma relação com muitos altos e muitos baixos.

De uma altura que era segura de mim mesma, e sabia muito bem a minha posição como pessoa. Ele, sempre foi muito inseguro com ele próprio...e com baixa auto-estima.

 

Eu senti que neste momento, tudo que eu era, passei para ele....

Ele neste momento é forte e eu muito fraca, muito com pouco amor próprio..Termina-mos há quase dois anos...e mesmo assim, ainda vamos estando juntos...parece que nunca terminamos, porque fazemos coisas como se namorássemos...As vezes diz que me adora tem saudades...mas depois reforça que não quer mais estar comigo, pelo menos neste momento é o que pensa..segundo palavras dele...Eu penso que os amigos deles, poucos sabem que temos estado juntos...Mas o que acontece é que ele já se tem envolvido com outras pessoas muito mais novas que ele,...e eu vim a descobrir...

 

Quando o confronto com isso, ele mente-me e castiga-me... manipulando....Sinceramente...

Já vi uns e-mails que ele tinha de outras miúdas, em que vi que eu estava certa... e no entanto porque ele reagiu assim, porque me tratou mal, e fez-me sentir a pior pessoa do mundo... e ainda mais...culpa-me da relação ter terminado...alias culpa-me de tudo....

Não consigo avançar...tenho sempre receio...já nem sei do que...Não sei o que fazer...
Preciso de perceber o meu estado, neste momento...Porque ...O que sinto da parte dele... é puro desprezo... : Sou mais uma na vida dele...

Enfim…Precisarei de ajuda? Ou o que será isto, o que devo fazer...

 

Serei mesmo obcecada pelo meu passado? Estarei tão envolvida em culpa que já não sei o que fazer...

O que será tudo isto.

 

Uma relação de 8 anos é assim tão facilmente esquecida...

Por favor ajude-me

Obrigada

EM

 

Gaguejar

Olá Doutora Mariagrazia,

 

Fala daqui um padre católico e gostaria que me ajudasse a compreender uma coisa se passa comigo ultimamente:

 

Como acontece com todas as pessoas, há dias em que nós, sem saber porquê, gaguejamos em algumas palavras ou bloqueamos na pronúncia de outras. Só que agora estou quase mentalizado que não consigo pronunciar aquelas palavras e quando chega o momento de o fazer,  a minha mente já está a antecipar o fracasso (os lábios prendem e fico bloqueado) e acontece mesmo…gaguejo de novo e cada vez pior. Durante o dia essas situações vêm à memória e fazem-me crescer em ansiedade.

 

O que lhe parece isto? Sou um padre com dom de palavra , tenho muita facilidade em improvisar um discurso ou um sermão, com um à vontade muito grande, mas ultimamente sinto este incómodo. Quando vou ler algo que está escrito, fico nervoso. Por vezes, bloqueio muito, até em palavras simples e banais. A insegurança está a crescer e já me preocupa.

 

Como ultrapassar estas mentalizações ou obsessões, se é que o é? Será que tenho algum problema psicológico ou psiquiátrico?

 

Acredito que somos nós que nos convencemos e mentalizamos que não conseguimos fazer isto ou aquilo, ou dizer isto ou aquilo, mas como desviar o pensamento?

 

Desculpe a minha ousadia, mas há horas em que é preciso ouvir os outros e pedir ajuda.

 

Uns dizem que cultivamos uma certa imagem de perfeição e achámos que os outros, quando nos viram gaguejar, nos diminuíram e ganhámos as nossas defesas. Outros dizem que pode ser cansaço mental. Outros apontam a ansiedade. Mas esta acho que é um pouco fruto do resto. Não sei

 

Estou muito cismático nestas coisas, ultimamente, e está a influenciar o meu desempenho pastoral.

 

Bom trabalho e muito obrigado.

 

Pensamentos recorrentes

Salvador Dalí

 
Dra. em breve vou procurar ajuda junto de um psicólogo devido a nos últimos tempos algumas coisas terem mudado na minha personalidade e maneira de estar, o que se passa é o seguinte, eu neste momento quando estou acompanhado por alguém estou sempre preocupado se estou a ser uma boa companhia, tenho pensamentos recorrentes de que estou a ser uma companhia chata e essa pessoa vai deixar de querer estar comigo, tento ser engraçado para as pessoas gostarem de mim. E isso acontece-me com amigos chegados e inclusive até familiares, isso como deve imaginar deixa-me bastante em baixo porque tenho receio que as pessoas deixem de gostar de mim... nunca fui uma pessoa muito segura é verdade, e quando estava com pessoas menos chegadas tinha alguma dificuldade em manter uma conversa, mas com os meus amigos isso nunca aconteceu, era completamente a vontade, essas coisas nunca passavam pela minha cabeça a única coisa que me passava pela cabeça era que eles gostavam da minha companhia assim como eu gostava da deles, nem imagina como me divertia e era alegre sempre estava com eles.
Agora quando vou ter com amigos já fico ansioso com receio de que eles comecem a achar que eu sou um chato sem alegria nenhuma e me excluam...quando não me atendem o telemóvel ou desmarcam qualquer coisa que tenhamos combinado já ficou em baixo porque penso que já não me acham mais aquela pessoa divertida, excelente companhia e que fazia rir toda a gente.
Também fico com receio de que eles arranjem namorada e eu não consiga e fique sozinho. Eu também quero ter uma namorada mas quero primeiro sentir-me bem comigo próprio, isto parece-me baixa auto estima ou será mais do que isso...
O que acha a doutora? Como posso resolver esta situação?

 

Obcecada por sexo

Salvador Dalí

 

Boa Noite, Dra. Mariagrazia

Escrevo-lhe porque começo a ficar desesperada e sem saber como lidar com as minhas dúvidas.
Tenho 25 anos e sempre fui uma pessoa com um apetite sexual que considero exagerado. Comecei a masturbar-me com cerca de 11 anos e desde então faço-o todos os dias, por vezes mais que uma vez.
No entanto, só com 21 anos tive o meu primeiro namoro, primeiro beijo e primeira relação sexual. Esse namoro durou pouco menos de 1 ano. Com o meu namorado tinha uma vida sexual muito activa.

Desde que a relação terminou, há 3 anos, nunca mais estive com ninguém. Sinto-me sempre atraída apenas por pessoas que sei, à partida, que vão rejeitar-me, e rejeito os que se mostram minimamente interessados. Ao mesmo tempo não consigo sequer pensar em envolver-me fisicamente com alguém por quem não sinto nada.

Sinto-me extremamente sozinha e a falta de sexo causa-me um sofrimento terrível. Vejo alguma pornografia, passo o tempo a pensar em sexo, sonho que tenho relações sexuais, e com as pessoas amigas acabo sempre a falar disso.

Já não aguento mais e acho que não sou normal. O que devo fazer?
Obrigada. M.