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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Agonia e choro

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Doutora, agradeço o espaço: Fiz uma escolha há uns anos atrás, e resolvi seguir uma nova carreira, com apoio de toda a família. Atualmente estou focado em estudar para concursos públicos, o que demanda uma grande pressão. Além disso, acho que ao chegar aos 40, passei a vislumbrar a velhice dos meus pais com certo medo, face à necessidade cada vez maior de suporte que passarão a ter e o futuro tranquilo, que agora me cobro, em dar-lhes um conforto maior. Isto tem-me causado agonia e choro.

Como proceder para fugir deste quadro.

 

Caro leitor,

A grande pressão nos seus estudos aumenta o seu nível de stress e favorece o sentimento de emoções negativas como o medo e preocupação excessiva.

 

A velhice dos pais é um processo pessoal, natural e inevitável para todo ser humano na evolução da vida e também um fator muito preocupante na realidade atual, mas é fazer o possível para poder dar algum conforto e tentar resolver os problemas, conforme se apresentem.

 

O que precisa é tentar descontrair e procurar acrescentar no seu dia a dia momentos relaxantes.

É importante transmitir-se que pode e consegue suportar algum do incómodo provocado pelas suas emoções negativas, mas que esse incómodo é temporário. Deve acrescentar a ideia de que as coisas irão recompor-se porque sabe como regular o seu estado interno, e que pode colocar em marcha um conjunto de ações que o conduzem para uma solução que no seu retorno lhe irá gerar melhores sentimentos.

 

O compreender um estado psicológico ajuda a superação..

Um abraço

Falta de carinho dos pais

 

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 Bom dia encontrei seu blog, e queria relatar algo que está acontecendo comigo.

 

Sempre tive uma infância carente de carinhos dos meus pais, e até hoje sinto muita falta disso, fico tentando buscar na memoria momentos deles comigo.um gesto, um carinho.. Acredita que durante minha vida (tenho 28 anos) só escutei umas 3 vezes eu te amo dos meus Pais? Minha mãe nunca disse que me ama, ela sempre diz: AMO, parece que não quer dizer: EU te amo. pois bem.. nunca fui tão estudiosa, só terminei o ensino médio, tive alguns empregos, e lembro que quando trabalhava minha mãe me tratava como uma rainha, quando desempregava ela mudava totalmente comigo.

 

Tive um relacionamento muito sofrido com um rapaz, quando eu o conhecei sabia que era casado, na época eu tinha 17 anos... más ele me garantiu que o casamento não ia bem e que iria ficar comigo. Com isso o tempo foi passando e eu me apaixonei cada vez mais por ele, e se passaram dois anos e eu já estava perdidamente apaixonada e amava ele demais. E então a comecei a perceber que ele não iria largar a mulher dele, e comecei a sofrer. tinha escrito uma carta para ele é minha mãe achou, na carta dizia da nossa primeira vez juntos, e sofri muito com o que minha mãe passou a enchegar sobre mim naquele dia. Me igualava a garota de progama, e vários xingamentos...

Até que ele terminou comigo quando viu que eu o amava demais. Ai pronto!! Meu teto desabou, não sabia o que fazer... e fui à vida.

Depois de um ano conheci meu Meu marido, a qual estou casada com ele. Ele conseguiu me fazer feliz em questão de relacionamento, me fez superar muitas feridas que relacionemtos atrás causaram em mim, me fez acreditar no amor. Me ensinou a amar e ser amada. falando de vida amorosa estou muito feliz e realizada. Mas me sinto infeliz com meus pais. construímos em cima da casa deles, e devido estarmos um pouco apertados financeiramente, não tínhamos fogão, então estávamos fazendo nossas refeições na casa da minha mãe. Mas eu comecei a perceber que ela sempre tava de cara feia na hora da comida,se sentindo incomodada com a gente... então meu Pai comprou um fogão novo, é deu o deles para nós. Mas também ainda não tinha os alimentos para cozinhar... Até que um dia eu ainda não havia jantado, e minha mãe mesmo assim tampou as panelas e tirou as colheres. então eu reclamei para meu Pai, ela não gostou subiu na minha casa e disse: para evitar problemas faz sua comida em cima, que faço a minha embaixo. (más não tinha o que fazer) tudo bem!! Más pude notar que ela também não me quer mais entrando em sua casa, me trata como se fosse uma estranha, ela sai e tranca a casa toda, não me quer perto, não fala comigo. Sinto que meus pais estão se sentindo livres de mim. como se isso fosse tudo que eles queriam, e isso me machuca muito. E com isso junta mais ainda toda falta de carinho que sinto deles, falta de amor...

Não sei o que fazer... tenho vontade de sair de cima da casa deles, e ir morar em outro lugar. não consigo conviver com quem me trata mal, com quem me negue comida... Me sinto infeliz com o desprezo dos meus Pais

 

Cara leitora,

 

talvez não se trate de desprezo mas a consequência de dificuldades financeiras e necessidade de terem o próprio espaço. Porque não fala frontalmente com a sua mãe expondo o que está a sentir e esclareça a situação? Sempre é o diálogo que desfaz mal entendidos.

 

Procure acalmar-se e tente não fixar-se no comportamento de seus pais. Procure investir seu amor no seu casamento, no seu trabalho, na maneira de melhorar a vossa vida e as vossas possibilidades para poderem, talvez, mudar de casa e ter uma vida mais independente e autónoma.

Nem sempre os pais correspondem às expectativas dos filhos mas é preciso tentar que haja um mínimo de compreensão para conseguirmos viver sem culpas e em harmonia.

 

Um abraço e tudo de bom

 

Afastar o amor

 

 

 

 

Oi Maria,

 

Vi seu site na web e eu tenho uma questão:

 

Cresci num ambiente onde meus pais nunca deram carinho para mim e minhas irmãs e hoje me vejo em relacionamentos que não valorizo o amor que quando me cerca eu fujo. Estaria isso relacionado ao fato de eu não ter tido carinho de meus pais e  pelo fato de os dois em momentos diferentes terem me expulsado de casa e aos 18 anos não tive com quem contar mais além dos meus amigos.

 

Eu consigo enxergar hoje perfeitamente  o valor que eu dou aos meus amigos mais do que aos meus relacionamentos amorosos. Parece que quando me aparece o homem perfeito pra mim eu faço de tudo para expulsá-lo da minha vida. Eu tenho plena consciência do que faço, mas é involuntário.

 

Grata,

F.

Filha diabética

Pierre Auguste Renoir

 

 

 

Tenho uma filha de 13 anos, é filha única e há 4 anos descobrimos que ela é diabética. Acho que com isso ela acabou aproveitando de mim e do pai e agora ela acha q manda no próprio nariz. Não obedece mais o que falamos e nos trata como pessoas qualquer e com falta de respeito.

 

Estou sem saber o q fazer, eu e meu marido já pensamos em nos separar pois ela bate muito de frente com ele e ele acha q a culpa é dele.

 

Me ajude pelo Amor de Deus

F.

 

 

 

 

 

 

 

Casamento e família

Fernando Botero

 

Venho atravessando por momentos de bastante turbulência em meu casamento. Estamos casados há dois anos e 8 meses e já estamos chegando ao nosso segundo filho. Entre namoro e casamento tivemos 7 meses de relacionamento. No início tivemos algumas brigas que aos poucos, achamos ter resolvido. Ao nos casarmos, os motivos das brigas voltaram dentro outros novos motivos. Ela é uma pessoa muito ciumenta e se acha certa de tudo. Sou uma pessoa que tenho pouca paciência para determinados assuntos. Tentamos por diversas vezes um diálogo, mas nunca tivemos sucesso. Definitivamente não nos entendemos, agora para completar, está em jogo a educação do nosso filho. Brigamos muito quando digo que algo está errado em relação ao nosso filho.

 

Quando do nascimento do nosso primeiro filho, tivemos diversas brigas pois ela não aceitava e ficava com ciúmes dos meus Pais. Confesso que isto me tirou do sério e que me deixou bastante transtornado. Um fato novo que não soube lidar. Contei muito com o apoio da minha mãe para escapar desta fase. Até hoje temos problemas relacionados.

 

Outro grande fato gerador de confusão é a forte ligação dela com os Pais, isto provocou em mim um bloqueio muito grande. E para completar, os Pais dela não nos deixam viver nossa vida, sempre interferem de uma forma ou de outra. Isso desencadeou um desgaste muito grande entre nós.

 

Gostaria de obter ajuda. Não sei mais o que fazer.

 

Obrigado pela atenção e aguardo retorno.

 

 

 

Dicas para pais de adolescentes

 

1 É importante educar- Muitos pais acreditam erroneamente que quando os filhos são adolescentes, não há mais nada a fazer por eles. Errado. Estudos mostram claramente que a boa educação familiar continua a ajudar os adolescentes a se desenvolverem de uma maneira saudável, evitar problemas e ter um bom desempenho escolar.

2.Ser muito amoroso.- Não evite a expressão do afecto físico. Não há evidências que os adolescentes não gostem de receber afecto desde que não os embarace na frente dos amigos.

3 – Manter-se envolvido – Muitos pais que estão afectivamente envolvidos com os seus filhos durante os primeiros anos os abandonam quando se tornam adolescentes. Isso é um erro. É muito importante para os pais estarem envolvidos agora, inclusive até mais. Participar em programas escolares. Conhecer os amigos dos filhos. Passar tempo juntos.

4 – Adaptar a educação – Muitas estratégias educativas que funcionavam para uma idade deixam de funcionar numa etapa sucessiva do desenvolvimento. Com o crescimento, por exemplo, a capacidade dos filhos raciocinarem evolui muito e eles desafiam os pais se o que eles dizem não tem sentido.

5 – Colocar limites – O mais importante que os filhos necessitam dos pais é o amor e em seguida é a estrutura. Mesmo os adolescentes necessitam de regras e limites. Seja firme mas justo. Diminua suas regras pouco a pouco conforme seus filhos demonstrem mais maturidade. Se eles não conseguem gerir sua liberdade puxe as rédeas e tente novamente soltar em alguns meses.

6 –Dar independência- - Muitos pais comparam o impulso de independência dos filhos com rebeldia, desobediência ou falta de respeito. É saudável que os filhos evoluam para a autonomia. Dê a seus filhos espaço psicológico para serem auto-suficientes e resistam a tentação de gerir a vida deles.

7 – Explicar as decisões – Bons pais tem expectativas, mas para aos adolescentes estarem bem com as regras e decisões dos pais, estas devem ser claras e apropriadas. Conforme seus filhos se tornem mais aptos a raciocinar não podem mais para dizer “ por que eu digo isso».