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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Sem personalidade

16.jpgSou C, tenho 17 anos. Vivo com a minha mãe, que não tem paciência NENHUMA. Sempre que faço algo errado ela me xinga muito, principalmente de sem cérebro. Diz que não uso minha mente, que sou incapaz de raciocinar, que pareço ter algum problema mental e agora me chama de demente. Eu nunca a contrariei, nunca fiz nada demais, sempre a obedeci, mas quando cometo algum erro dentro de casa, ela me xinga muito, joga na minha cara os erros bobos que eu cometi, faz eu me sentir uma inútil. E ela não tem consciência disso. Muitos dos erros que eu cometo são por falta de atenção, é como se eu fizesse de qualquer jeito, porque sempre faço tudo “correndo”... Ela me julga muito, e é a única pessoa com quem eu converso, já que nem amigos eu tenho. Acho que por culpa dela, por ter-me trancado dentro desta casa que eu sou tímida, ansiosa, insegura e sem personalidade.

Por conversar apenas com ela, nunca tive ideias diferentes da dela. Tudo que é certo para ela é para mim, nem me dou ao disfrute de tentar pensar em algo diferente. Sinto que não consigo pensar e nem agir sozinha, tenho medo de tudo e de todos. Parece que sem a ordem dela eu não faço nada e também não consigo pensar em nada. Acho que é ela quem pensa por mim... Tenho ficado cada vez mais triste por ser tão DEPENDENTE dela, até demais... Não consigo fazer coisas simples, não consigo agir/pensar por mim mesma e quando tento, tenho medo dela me xingar, em tratar mal de novo... E eu estou crescendo, sem personalidade, coragem... Mal consigo pensar por mim mesma, nem opiniões eu consigo ter, nem sei o que eu gosto ou não gosto, cresci com a minha mãe escolhendo e fazendo tudo por mim. Não consigo raciocinar sem ela do lado, não consigo fazer NADA sem que ela esteja comigo, como vou viver assim? Por isso não consigo fazer escolhas, não confio no meu juízo, aliás, nem tem como eu desconfiar já que eu acho que NÃO TENHO um.

Acho que minha mãe me destruiu...

Cara C.,
Por tudo o que disse é hora de começar a pensar por si própria. É hora de começar a conquistar a sua independência. A independência depende dos seus próprios passos.

Na vida crescemos e desenvolvemo-nos à custa da dependência emocional das pessoas que nos são significativas. Na primeira fase da vida da criança esta dependência é funcional, mas com o avançar dos anos, a independência emocional precisa ser desenvolvida.

Este processo pode ter algumas lacunas, seja por carência emocional, falta de habilidades sociais, autoconfiança diminuída, incapacidade de decisão ou vitimização.
A forma como os nossos pais e pessoas próximas estabelecem os laços emocionais nem sempre facilita o desenvolvimento de autonomia emocional. Tornamo-nos adultos sem ter aprendido a ser emocionalmente autossuficientes.

Aqui 3 passos para conquistar sua independência emocional:
Permita Libertar-se!
Construa sua Própria História!
Acredite em Si Mesma!

Caso não consiga sozinha procure ajuda de uma pessoa especializada.

Transtorno de personalidade

32.JPGOlá, doutora!

Encontrei o seu blog e acredito que possa me ajudar a identificar um perfil psicológico. Um amigo com atitudes que tem provocado muitos danos familiares, nas relações sociais e profissionais, mas não sei como agir para ajudá-lo. Por favor, me ajude! Vou descrevê-lo para que possa compreender.

 

O perfil é de um homem de 37 anos, casado (13 anos), com filhos, trabalhador e religioso. Porém, nada é o que parece. O casamento está deteriorado por uma atitude de indiferença e falta de diálogo (passam dias sem se falar). Casou-se sem estar apaixonado, apenas para cumprir um papel social. Trai a mulher constantemente em relacionamentos, em sua maioria, virtuais. Tem preferência por um tipo de mulher com traços físicos específicos (mesmo tom de pele, mesma cor de olhos e cabelos - sem nenhuma relação com as características físicas de sua mãe). Tem necessidade de conquistar emocionalmente essas mulheres, mas nem sempre chega a ter relações sexuais com elas e em todos os casos perde o interesse após conquistá-las. Tem necessidade e habilidade em criar apego e dependência emocional nessas mulheres, mas logo as trata com indiferença e desprezo.

 

Teve filhos no casamento (é afetuoso com a primogénita, uma menina, mas trata mal o segundo filho, um menino).

É mentiroso compulsivo e tem muita facilidade em persuadir e conquistar a confiança de outras pessoas. É muito atraente e se comporta com extrema dedicação quando deseja alguma coisa, incluindo o ambiente profissional. Tem facilidade em identificar o que os outros desejam e esperam dele e consegue fingir e interpretar com muita habilidade.

 

Tem necessidade de ser reconhecido, tem atitudes egocêntricas e narcisistas e não suporta ser contrariado e rejeitado. Apesar disso, tenho a impressão que ele não gosta de si mesmo e em algumas situações provoca reações que reforçam esse sentimento nos outros e nele mesmo.

Guarda ressentimento, mágoa e rancor. Tem tendência a se vingar. Não confia nas pessoas ao seu redor e vive sob uma perspectiva negativa das coisas e dos outros.
Altera sua postura e humor repentinamente, alterna entre um homem comunicativo e sedutor e um sujeito calado e observador.

 

Tem aversão a atitudes de afeto demonstradas por adultos e tem profunda desconfiança quando alguém demostra afeto por ele. Parece ter um certo ódio e raiva contidos e reprimidos.

É religioso por influência da família e desde pequeno foi educado de forma rigorosa por seus pais, mais especificamente a sua mãe. Cresceu em uma comunidade religiosa, apesar de ter assumido (apenas uma vez) não acreditar em Deus.

 

Atualmente foi demitido e rejeitado por uma amante e sua atitude tem sido de profunda apatia, desinteresse e indiferença a tudo e a todos. Seu comportamento tem causado danos aos filhos e a esposa. A menina (10 anos de idade) tem tido atitudes narcisistas e o menino (7 anos de idade) não demonstra afeto e não consegue se relacionar com outras crianças. Acredito que o ambiente familiar tem contribuído para tais comportamentos.

 

Quero ajudá-lo antes que seja tarde demais. Mas não consigo identificar o perfil, seria ele um sociopata, seria um transtorno de apego reativo vivido na infância, seria um transtorno de personalidade bipolar? Como posso ajudá-lo? Como posso orientar a esposa e influenciar de forma positiva a educação dos seus filhos?

 

Teria uma cura para tal personalidade? O que pode ser feito?

Cara leitora,

O seu amigo parece sofrer de um transtorno de personalidade. A principal complicação decorrente do transtorno de personalidade é o comprometimento grave da qualidade de vida do indivíduo, que passa a ter problemas em suas relações, na carreira profissional e em outros círculos sociais. Para ajudá-lo precisa motivá-lo a procurar ajuda especializada. Uma psicoterapia poderá ajudá-lo a desenvolver o lado emocional, bem como desenvolver estratégias de vida saudáveis.

 

A psicoterapia é essencial para dar maior estabilidade emocional, com sessões que visam aumentar a conscientização dos atos, comportamentos e ações para melhorar os relacionamentos interpessoais e a vida em geral.

 

Agora para tal é preciso que o seu amigo tenha consciência que tem problemas e que o seu comportamento não é saudável e poderá trazer-lhe agravamentos na sua vida.

Tudo de bom

 

 

Mãe paranóica

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Ola, boa tarde. 

 

Há alguns anos atrás a minha Mãe perdeu o emprego, e anos depois teve câncer. Foi um momento bem delicado para a nossa família, pois não sabíamos como lidar com a situação.Com o passar do tempo, graças a Deus ela teve uma melhora 100%, contra o combate de câncer. Estávamos muito felizes com a melhora dela.

 

Porém em 2013 (foi quando começamos a perceber), minha Mãe começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que a comida estava estragada, com gosto de detergente, lixo e etc. E com o passar dos anos as coisas foram piorando. Hoje em dia ela não come NADA, dentro de casa, apenas toma água (pelo menos quando não estamos em casa),e também está com mania de dizer que tudo que compramos está estragado, e com isso tem colocado alimentos fora. Tenho percebido que roupas minhas estão desaparecendo, camisa, bermuda, calça, boné... ela também tem colocado fora, as minhas coisas e do meu Pai.

Ela foi internada no ano de 2013, ficou alguns meses na clinica, tomando remédio, e melhorou um pouco. Mas com o passar dos tempos parou de tomar remédios, e começou tudo novamente. Infelizmente não sabemos mais o que fazer. Pensamos na internação novamente, mas carregamos esse peso nas costas, pois ela sempre diz que estragamos a vida dela, por termos feito isso. Infelizmente eu não sei quais providencias tomar, ano que vem estaria me mudando , mas fico com o coração apertado em deixar meus Pais em casa, por causas das situações. 
 

Caro G.,

A sua mãe precisa de tratamento psiquiátrico e psicológico urgente. Ela apresenta um distúrbio de personalidade que precisa ser averiguado e tratado.

 

Os médicos usam uma bateria de testes para determinar a causa do distúrbio. São exames de sangue, avaliação do estado mental, testes neuropsicológicos e tomografias cerebrais. Em 90% dos casos, atualmente, os médicos podem diagnosticar com precisão o tipo de distúrbio.

 

Fale com ela. Ela não pode continuar assim pois o prognóstico é de piora. Talvez não seja necessário internamento, mas certamente precisará tomar  medicação regular e ser seguida por um psicólogo.

Personalidade forte

 

 Olá, tenho dois filhos com uma diferença de idade muito pequena, e reconheço que com uma personalidade muito forte, a mais velha que vai agora fazer os 4 anos, é muito autoritária, mandona e refilona, tudo tem que ser á sua maneira e ao seu jeito, caso contrário ela discute em altos berros, vendo-se que está nervosa, a principio achava-se piada a esta maneira de ser e cometeu-se o erro de ainda a picarmos mais, pois era engraçado ver um piolhito a discutir como gente crescida.
Parece incrível mas este piolho liga muito à aparência, exige escolher a sua roupa, e não tolera que as avós se apresentem na escola de bata ou fato de treino, são logo chamadas saloias, como quando vê alguém na rua de pijama leva logo com o mesmo nome.
 
Tenho-me imposto mas estou sozinha, o meu marido é motorista e só esta de semana a semana, acho que a presença paterna iria fazer efeito, pois sou eu a educar por um lado e como habito na casa dos meus sogros embora independentemente eles a deseducar por outro, deixa lá a menina, ainda é pequenina mas tarde ela vai entender.
 
O mais novo tem agora 2 anos e por tudo e por nada chora quando a vontade não é concedida, e de novo o deixa lá ele é tão pequenino, mas com uma mão lampeira tão grande.
 
O que fazer, quando não queremos que os nossos filhos sejam uns rebeldes de má criação do pior? Ou será que ainda são pequeninos?
E, parecendo que não mas este feitiozinho dos meus filhos é só no ambiente familiar pois na escola são crianças normais.
 
Obrigada