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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Dificuldade de amar

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O meu problema é que não sei se consigo amar alguém. Eu amo minha família, mas não consigo demonstrar afeto, e só demonstro raiva e amargura, e sinto, eu acho, mas não consigo demonstrar, não consigo dizer, não consigo abraçar ou dar um beijo no rosto, seja com qualquer parente, principalmente se for minha mãe, meu pai ou minha avó, com esses três a coisa é pior pois não consigo demonstrar, e quando estou com a família sempre sou aquele que fica geralmente no canto.

E meus irmãos eu os amo, mas não consigo dizer isso diretamente para eles. Sou adotado tenho 4 irmãos adotivos e eu me dou bem com todos, mas um em específico eu o adoro demais, e quero estar perto dele, mas não consigo falar com ele. Eu conheço um irmão biológico, mas não sinto que somos irmãos, mesmo tendo crescido junto com ele, que foi adotado por outra família. Eu só queria entender tudo isso...

Caro leitor,

O psiquismo humano se constrói no interjogo da criança com o seu meio envolvente a partir dos primeiros anos de vida. Provavelmente alguma coisa falhou nas suas primeiras relações afetivas. É preciso que se permita viver agora experiências que talvez nunca tenha experimentado e a partir daí poderá desenvolver uma vida afetiva e emocional mais plena de sentimentos e amor.

Há um vazio dentro de si que necessita ser preenchido, com amor e cuidado. O primeiro passo é a sua preocupação e desejo de amar e ser amado.

Aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos amam, mas também podemos aprender com amigos, com os namoros e com as pessoas em geral. Aprendemos a amar nessa troca de carinho e cuidados.

Vá em frente, vai ver que vai conseguir amar e ser amado.

Tudo de bom

Dúvidas de separação

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Boa noite.

 

Me chamo Catarina, tenho 29 anos sou casada há 13 anos, mas há algum tempo estou com dúvidas em relação a meus sentimentos.

 

Me casei muito nova, em um momento que tinha perdido minha mãe e estava bem fragilizada, pois tive que cuidar dos meus irmãos pequenos e meu pai tinha problemas com bebidas. Meu pai se casou novamente mas eu não aceitava, de tanto as pessoas falarem e colocarem pressão então acabei aceitando, mas tive vários problemas com esta mulher. Então conheci meu marido ele é 13 anos mais velho que eu, mas ele estendeu a mão e me deu carinho, só que quando fui morar com ele em uma situação conturbada, foi bem complicado o começo, ele me deixava muito sozinha e como eu era muito nova aceitava tudo o que ele me dizia.

 

Nesse período batia-me, não tinha paciência, ficava muito zangado, hoje ele é mais controlado.

 

O tempo foi passando e eu passei por uma depressão onde tentei tirar minha vida, porque me desesperei, nos brigávamos muito então ele queria terminar, daí me desesperei, graças a Deus estou viva e sem nenhum sequela e muito mais forte, com isso comecei a rever muitas coisas.

 

Algum tempo comecei a estudar e realizei meu sonho de fazer uma faculdade ele até me apoiou só que agora prestes a me formar ele não quer que me forme coloca vários empecilhos, e também tenho um certo medo pois ele é muito machista e não aceita que tenho amigos homens e fica revoltado. Um dia peguei uma carona com meu patrão o qual ele conhece e é amigo onde a esposa dele também é minha amiga e trabalhamos juntas, ele ficou louco achei que ia bater-me, o que mais me doeu além dos xingamentos foi uma orquídea que ele me deu, ele a quebrou toda e disse que não merecia isso foi pior que uma tapa.

 

Entre outras situações, hoje prefiro ficar no meu trabalho do que vir pra casa, não tenho vontade de ter relações com ele, não sei o que fazer, estou com muitas dúvidas, acho que não gosto mais dele, mas também não tenho coragem de me separar.

 

Até já olhei casas pra alugar, só que estou em cima do muro. Ele fez uma cirurgia então não sai, e também brigamos, o teste disso ele foi fazer e não me falou nada, então pensei em ir embora neste dia mas também pensei que não era o momento por ele estar operado.

 

Preciso saber o que fazer, já não aguento mais tudo isso.

 

Cara Catarina,

O casamento não é fácil. e uma separação pode ser umas das experiências mais emocionalmente desgastantes. Num momento como esse surgem muitas de emoções, dúvidas e conflitos.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser considerados na hora de decidir pela separação ou não. É preciso repensar itens como: parceria, intimidade, respeito, expectativas e planos.

Todos os relacionamentos passam por oscilações e fases onde alguns desses pontos podem estar apenas provisoriamente abalados, mas quando tudo está mal, a solução é a separação.

 

A decisão é sua, pense e avalie junto ele. Dialogue e fale sobre tudo que a incomoda e ouça o que ele tem a lhe dizer.

Só depois de muito diálogo tome uma decisão.

 

 

 

Vazio de sentimentos

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É normal não sentir amor pela própria família? Eu mesma não ligo pra minha família nunca me apaixonei por ninguém pra dizer a verdade nunca senti amor sou vazia de sentimentos não choro apenas sinto um vazio dentro de mim e ódio onde sou capaz de matar sem me preocupar com as consequências. Não ligo pra vida. 

Isso é normal ou simplesmente estou estou ficando louca?

 

Cara leitora,

Essa condição afetivo-emocional de vazio de sentimentos possui uma denominação médica: "atimia", do grego "athumía", que consiste na ausência de sentimentos e de manifestações afetivas.

Uma condição que é comum em portadores de esquizofrenia, neurose ou depressão.

Não quer dizer que seja portadora de esquizofrenia ou neurose, mas pode estar a passar por uma depressão. Ou ainda é mais provável que isso seja apenas um traço isolado da sua personalidade, pois no quadro completo da esquizofrenia o portador da enfermidade não tem consciência da sua condição afetiva, como está a ocorrer consigo.

Manifestações de indiferença afetiva são também observadas nos neuróticos. Na melancolia, o desinteresse pelas coisas do mundo

Essa condição surge a partir e durante as interações da pessoa com o ambiente, principalmente no seu período de formação cognitiva e desenvolvimento de habilidades sociais, a pessoa tem uma habilidade comportamental não aprendida ou bloqueada por algum acontecimento traumático ou sucessões de acontecimentos onde a pessoa sente dificuldade para sentir e expressar-se.

 

Não está ficando louca, está consciente do que está a passar e à procura de respostas. O melhor que tem a fazer é procurar ajuda de uma terapia para que, além de compreender o que se passa consigo, possa desenvolver novas maneiras de sentir, de se relacionar com as pessoas e de viver repeitando a vida humana.

 

Falar de sentimentos

 

niki15.jpgBom dia,

Vi no seu blog algumas situações que levam as pessoas a ficar em baixo e como tal, decidi também desabafar. Pois bem, sou o Daniel e tenho 22 anos. Em 2012 quando concluí o 12º ano decidi ir trabalhar e desde então tenho um trabalho fixo. Mas o que quero realmente falar é sobre sentimentos.

Sempre fui um rapaz extremamente tímido e como tal, nunca desenvolvi daquelas amizades que são para a vida ou mesmo das temporárias nas escolas. A situação piora se falar em relações com o sexo feminino, se para mim arranjar amizades com o sexo masculino foi sempre algo extremamente difícil, com o sexo oposto nem se fala. Tanto quanto já percebi, eu funciono por recaídas. Estou bem comigo mesmo mas há alturas em que tenho as tais recaídas e sinto-me mal com tudo na vida, quase como uma depressão mas não acho que o meu problema seja uma depressão.

No momento em que escrevo isto é o momento de uma dessas recaídas que ocorreu após a visualização de um filme. Em todos os filmes há relações amorosas e pronto, foi essa a parte que mais me afectou. Recentemente comecei a jogar um jogo que funciona por GPS no telemóvel e esse jogo já me fez conhecer algumas pessoas na vida real mas a verdade é que em pouco ou nada muda no meu estado espírito. Enquanto jogo, estou distraído e não me "lembro" de ficar em baixo mas no trabalho por exemplo, estou sempre mal disposto e tenho consciência que isso é péssimo, principalmente sendo no atendimento ao público. Irrito-me com muita facilidade e sempre que tenho tempo fico em baixo.

Já tenho consciência disto tudo mas a resistência à mudança é mais forte que eu e não consigo estar bem humorado no trabalho. Perto das pessoas que gosto disfarço bem e ninguém sonha que no meu interior esteja mal. Para finalizar este longo texto, não sei, sinceramente, que respostas procuro eu. Quero sim acabar com este sentimento de tristeza, irritação e por vezes até raiva mesmo.

Agradeço a leitura de todo o texto e caso tenha tempo para devolver alguma palavra, fico à espera. Cumprimentos, D.

 

Caro D.,

Se está frequentemente com mau humor, irritado, mal disposto e triste poderá estar com depressão. Procurar ocupar-se para esquecer a depressão e se esforçar para aparentar bem-estar, é uma luta que mina as forças já abaladas pela própria depressão e aumenta ainda mais a irritabilidade e a impaciência.

O primeiro passo é procurar uma terapia para tratar do seu problema, que, provavelmente está relacionado com a sua timidez e dificuldades de exprimir seus sentimentos.

O ser humano precisa conviver e se relacionar para se sentir seguro e resolvido. Conviver não é um ato facultativo em nossas vidas. É vital, seja no ambiente familiar, seja no profissional.

Procure mudar alguma coisa na sua vida, só assim é que vai poder sentir-se mudado.

 

Pode começar por tentar procurar fazer amizades no trabalho e organizar alguns encontros para conviver e fazer algum esforço para vencer a sua timidez.

 

No entanto outras coisas podem fazer com que se sinta melhor e também diminuir o seu mal estar. Procure dedicar-se a algo que lhe dê prazer, como estudar, ler, fazer desporto, etc.

É preciso entender o poder das suas emoções e preparar-se para algumas mudança de vida positiva bem como acreditar que vai conseguir.

 

Tudo de bom

 

Voltar a amar

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Tenho uma pessoa com quem me relaciono a mais de um ano, e de uma semana pra cá, essa pessoa parou de ter sentimentos literalmente, ela anda sobrecarrega eu imagino, mas eu não sei se é isso. Ela fala que gostaria de voltar a amar, o que fazer, ajude

 

Caro leitor,

Os sentimentos não param assim de uma semana para outra, mas aos poucos.

Pode ser que ela esteja a passar por uma fase passageira devido a stress excessivo. Seja paciente, dê tempo ao tempo.

Entretanto mantenha acesa a chama da paixão com pequenos mimos. No amor é preciso sempre manter a conquista e saber como manter o interesse depois de conquistar um amor é ainda mais importante do que a conquista em si.

 

Algumas dicas:

 

1 – Faça sexo

3 – Elogie

4 – Seja carinhoso

5 – Fique mais vaidoso e sexy

6 – Dê um presente

7 – Respeite a individualidade de sua parceira

8 – Namore

 

Tudo de bom

Campo amoroso

 

 

Olá Dr.ª Mariagrazia.

 

Vivo uma situação que me tem incomodado muito e que só tornou latente recentemente.

No campos profissional, amizade tenho e saído bem apesar de ser um tanto introspectivo, porém no campo amoroso  não consigo nenhum desenvolvimento, (tenho 29).

Sempre que surge alguém que me desperte um interesse amoroso, (não apenas sexual) é como se eu tivesse um mecanismo de defesa que me fecha para essa pessoa.

 

Inconscientemente afasto essa pessoa, ou tenho que lutar contra isso pra manter a pessoa próxima. Porém não consigo ir além.

Acho melhor relatar: estive recentemente em uma viagem com algumas amigas enfim resumidamente uma delas me interessou e creio que ela também se interessou por mim, enfim,, tivemos uma momento juntos a beira mar, senti que ela tentou uma aproximação de mim.. eu quis me aproximar mais dela.. passar da barreira da amizade.. mas simplesmente não consegui.. minha mente coloca vários motivos pra não levar adiante... Essa sensação já ocorreu em outras situações também.. o que acaba por me gerar uma frustração..

 

Não sei exatamente que ajuda eu poderia buscar, psicólogo, terapeuta, o que a Dr.ª indicaria?

 

Respeitosamente

 

Chorar

 

Boa noite Dr.ª Mariagrazia,

 

De forma muito resumida, actualmente choro por ouvir uma canção, por ver um filme, por ver uma novela, acordo durante a noite e choro. Por vezes só soluço e não controlo. Quero parar, acho completamente palerma em algumas situações, mas é algo que não controlo.

 

Verdade, que a minha vida teve muitas transformações a todos os níveis. A minha mãe faleceu há 2 anos devido a cancro. Eu estava a viver nos EUA, há 1 ano quando descobri e vim de imediato para Portugal e acompanhei-a durante todo o processo da operação, da quimioterapia até ao fim (6 meses). Sofri durante todo este processo, passei pela revolta, pela angústia, pelo sofrimento de perda e quando ela morreu, eu estava serena. Tive de enfrentar muitos problemas, entre eles, descobrir uma relação com o meu pai e ajudá-lo em tudo, esquecendo-me de mim. Mas fi-lo e hoje estamos bem.

Pela memória da minha mãe e respeitando-a, continuei a viver, comecei a namorar, juntei-me com o meu actual companheiro que amo muito e decidimos ter um filho. Tenho um bebé lindo de 9 meses, e estou muito feliz.

 

Por isso não percebo porque me dou no meu dia a dia a chorar (escondida de tudo e de todos). Disfarço bem. Estou a começar a ficar preocupada porque penso por vezes que o meu sentimento de perda da minha mãe não está resolvido como eu pensava, mas não sei o que fazer...

 

Peço ajuda.