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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Casal a três

35.JPGEstamos juntos há 5 anos, 3 de namoro e 2 de casados, meu esposo é mais liberal tem a cabeça aberta como dizem hoje em dia, ele gosta de viver coisas novas, ele expressou a vontade de um trisal, comenta também de flertar com outras mulheres, ele fala isso como se fosse algo normal (não que não seja para alguns) mas pra mim não é, eu me sinto satisfeita com ele, o desejo, flerto com ele, tudo com ele, sou tipo de mulher que não consigo nem admirar a beleza de outras homens talvez o meu modo de amar seja tão forte e sólido que veta outros sentidos de convivência que talvez sejam normais.

Enfim, vivemos este dilema, tudo que no momento ele tem vontade eu não consigo gostar e até me dói pensar no acontecido, iremos partir para a terapia de casal, ele comentou que talvez possamos chegar ao meio termo mas em meio tudo que já conversamos não consigo abrir minha cabeça como a maioria das pessoas, eu sou monogâmica e acho uma total falta de importância e coerência colocar o relacionamento neste risco, eu gostaria de ter uma comentário profissional sobre o meu caso, estou pensando seriamente em separar já que não estamos nos entendendo neste ponto talvez seja melhor que doa agora!

Cara Leitora,

Num relacionamento ninguém é perfeito e, embora assim possa parecer no início do casamento, várias características vão aparecendo para mostrar que é preciso ceder, adaptar-se e, principalmente, respeitar.

Se os traços de personalidade que vão surgindo com o tempo não violentam seus valores fundamentais, vale continuar a investir na relação. Mas quando surgem comportamentos inaceitáveis, como esse que diz que ofendem seus valores éticos e morais, penso que vai ser difícil lutar para transformar o desejo de seu marido. Entretanto sempre vale dialogar com ele para chegar num acordo e perceber se isso é mesmo importante para ele. Talvez seja hora de parar para refletir sobre o que exatamente espera de um relacionamento e se será possível viver feliz com o seu atual companheiro.

Se sentir que isso não é possível, a solução passa por uma separação.

Tudo de bom

Compartilhar sentimentos

31.jpgBom dia.
Me sinto muito desconfortável por ser negada a me relacionar com alguém.
Sofro muito com sentimento de ter sido descartada.
O mesmo sentimento apareceu de diversas formas na minha vida. Com a separação dos pais, com o término do primeiro namoro de 2 anos e até pela escolha do marido com receio de que não fosse aceita por mais ninguém. Em fim, após 7 anos de namoro e 13 de casados, percebi que vivi por todo esse tempo um relacionamento abusivo.


Decidi separar tamanho desrespeito era a relação conjugal. Enfim, me interesso por homens inteligentes, com moralidade aparente, porém eles não aceitam se relacionar comigo. Tenho um casal de filhos e esse fato pode ser determinante na decisão deles.
Então... Porque sofri tanto? Mesmo sabendo disso tudo? É como se eu não admitisse ou aceitasse esse não, colocando em questão tudo o que ouvi a vida inteira do marido e família, que eu era difícil e insuportável.
Aguardo retorno. Obrigada.

 

Cara Leitora,


Se ainda não encontrou uma pessoa que sinta adequada a partilhar a sua vida, não é o caso de se sentir difícil e insuportável, mas talvez seja o caso de refletir se há algo que possa mudar ou algum movimento que possa fazer, para se tornar uma pessoa mais acolhedora e empática. Procure descobrir o que deve ser modificado na sua vida e como pode mudar a sua forma de encarar as situações, para chegar num estado mais harmonioso de ser.
Se está em busca de um relacionamento para se tornar uma pessoa feliz e satisfeita com a vida, a possibilidade de dar errado é grande.
Se está à procura de respostas, melhor olhar dentro de si. Busque um estado de completude dentro de si, porque, provavelmente, está a buscar do lado de fora as coisas que sempre estiveram do lado de dentro.


Dessa forma poderá encontrar um relacionamento onde ser autêntico e verdadeiro será algo natural, onde se apresentará completamente para a outra pessoa e poderá dividir e partilhar os seus sentimentos com ela e, mesmo não dependendo dela para saber o que é a felicidade, poderá escolher ser feliz ao lado dessa pessoa.

Casamento sem amor

30.jpgOlá bom dia,

Estou casada há 32 anos, casei com 19 anos e tenho 50.

Quando casei foi para fugir o trabalho que desempenhava com os meus pais. Nunca fui feliz desde que me conheço, só me deixaram estudar até o 6ºano,depois tive de ir trabalhar.

 

Por volta dos 16 anos comecei com o primeiro namorico que não resultou, depois pensava eu que se arranjasse outro lhe poderia fazer ciúmes, assim foi namorei com o que é hoje meu marido, mas sem amor. A minha mãe obrigou-me a casar com ele porque as pessoas falavam que às tantas eu já estava desonrada.

Fui então obrigada a casar para fugir do trabalho, também tive um filho hoje com 28 anos, mas a vida tem sido muito difícil porque da minha parte não há amor.

 

Nunca nos entendemos, um diz que é peixe o outro que é carne sempre foi assim nunca passamos a agressão.

Ele complica com tudo, se for a gaveta das meias e não estiver o par já há barulho, é insuportável estou fartinha dele sou um ser humano excelente, não merecia isto.

 

Ele trabalha em França e eu tenho um pequeno negócio vem ca de mês a mês, mas a questão de ser obrigada a ter sexo com ele deixa-me nervosa. Já não durmo antes de ele vir oito dias. Queria arranjar um escape para onde ir e ele ficar e governar a vida dele mas é difícil a minha família não sabe de nada e também tem a vida deles. Gostaria do vosso concelho.

Atenciosamente,

M C

 

Cara MC,

 

Entendo a desilusão que sente com o seu casamento, mas lembre-se que não há casamento perfeito, todos tem prós e contra. Se sente que está infeliz, insatisfeita e que não há amor nesta relação, pode sempre ponderar uma separação. Se ainda existe um carinho e uma amizade, como ele está em França, pode manter e aproveitar os dias que estão juntos numa relação amigável.

 

Reflita sobre isso. Afinal aos 50 anos ainda tem muita vida pela frente e merece encontrar o seu equilíbrio e a sua felicidade.

Entretanto sempre está em tempo para aprimorar a sua vida com cursos, viagens ou novas estratégias de vida que a façam sentir mais feliz e realizada.

 

Se não conseguir resolver sozinha, procure ajuda de uma psicóloga para que possa sentir-se mais segura na sua decisão.

 

 

 

Instabilidade na relação

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Boa tarde caríssima Mariagrazia,

 

Tenho-me como uma pessoa minimamente inteligente e com capacidade de me analisar e perceber quando estou errada e quando não estou, quando deveria ter trabalhado mais ou não em qualquer situação na vida, reconheço os meus limites.

 

Sou igualmente uma pessoa altruísta, chegando na maior parte das vezes, prejudicar-me em prol dos outros. Boa ouvinte, boa amiga, e boa namorada e essencialmente boa mãe.

 

No que vou expor em baixo, gostaria de ter a sua opinião, pois o meu senso comum não me dá uma resposta ao que tento há já algum tempo, perceber o significado disto:

 

Separei-me já lá vão 4 anos e desse casamento, tenho 2 filhos com idade 11 e 10 anos.

 

Comecei do zero, e fui construindo novamente da estaca zero e encontrando em conjunto com as crianças o nosso ponto de equilíbrio e finalmente neste momento, posso afirmar que me sinto realizada, grata com o que tenho e com a vida que levo. O tormento já lá vai!

 

Nestes 4 anos, conheci um rapaz que tem atualmente 35 anos e eu 40, que sabendo ele, na altura, as dificuldades financeiras, emocionais, perdas, tudo o que na maioria dos casos, uma separação implica, pelo que eu estava a passar, veio a ser uma pessoa que me deu uma lufada de ar fresco na minha vida. Fez-me apaixonar por ele, viver um amor quase de adolescente uma paixão, era bom ouvinte, interessado…enfim...um príncipe! Eu nem queria acreditar no que a vida me estava a oferecer. Alguém que me desejava e amava. Contudo, fui aos poucos apanhando algumas mentiras que na altura achei que deveria ignorar, visto não serem prejudiciais para a nossa relação.

 

Soube que traiu a ex mulher por 2 vezes e inclusive, uma delas foi comigo, quando me tinha dito, que vivia sozinho e que tinha um filho dessa união. Fiquei chateada, mas pensei, erradamente, que comigo não seria assim. De fato nunca soube se me traiu alguma vez ou não.

 

O problema que se colocou foi que, durante a nossa relação, esta pessoa me pediu sempre mais e mais, (conhecer o meu mundo, filhos, família, e etc.), dormia várias vezes na minha casa, mas ao contrário isso nunca aconteceu. Eu não sou digna de estar ao pé do filho, ao pé da mãe, família e etc. Quando por diversas vezes que foi confrontado com o meu descontentamento, havia sempre uma razão plausível…ora porque a mãe estava com uma depressão...ora porque eu não lhe dava estabilidade para avançar, ora porque eu não podia entrar na casa dele porque isto e aquilo...enfim provocando em mim frustração, revolta. Cheguei a pensar que seria eu o foco do problema que existia na nossa relação! Aliás, ele dizia que a culpa era minha e eu sem perceber bem no quê!

 

Quando eu desisti, e fi-lo umas 4 vezes, ele veio sempre atrás, com falsas promessas de que agora é que era o momento em que ia avançar, chegando a usar a manobras tais como usando o que eu mais queria: ser novamente mãe; " quero muito ter um filho nosso", " és a mulher da minha vida"; as pessoas mais importantes e que amo és tu e o meu filho"...e quando eu voltava a dar hipótese, nada acontecia...era um ciclo infernal. Fez-me sentir culpada e a duvidar de mim mesma.

 

Sinto que devo ter uma resposta, para poder avançar na minha vida, o porquê desta atitude, se não quer evoluir na relação e continua a correr atrás? Para depois eu voltar ao inicio e tudo fica igual....

Grata,

ML

 

Cara ML,

 

A sua relação com esse rapaz parece que tem uma falha qualquer, que não tenho dados para saber o que seja. De qualquer maneira o comportamento dele não é normal, pois a exclui da sua família por algum motivo. Será que ele está a esconder alguma coisa? Será que tem uma família problemática ou desajustada? Ou será que ele está inseguro na relação?

Além do que com esse comportamento mostra que não tem intensão de assumir um relacionamento em pleno. Parece que tem dificuldade em assumir um compromisso, o que trabalha contra a um possível relacionamento maduro e estável.

 

O que pode fazer é falar com ele e tentar perceber o que está por trás dessa instabilidade de comportamento da parte dele. Ele não desiste, mas também não assume!

Reflita também sobre o que pretende para a sua vida e para o seu futuro e deixe bem claro quais são os seus limites, e que embora goste dele precisa da participação efectiva e contundente da parte dele.

 

Se nada disso resultar procure uma terapia de casal para uma orientação e talvez seja altura para ponderar uma separação.

 

Tudo de bom e boa sorte!

 

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Dúvidas de separação

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Boa noite.

 

Me chamo Catarina, tenho 29 anos sou casada há 13 anos, mas há algum tempo estou com dúvidas em relação a meus sentimentos.

 

Me casei muito nova, em um momento que tinha perdido minha mãe e estava bem fragilizada, pois tive que cuidar dos meus irmãos pequenos e meu pai tinha problemas com bebidas. Meu pai se casou novamente mas eu não aceitava, de tanto as pessoas falarem e colocarem pressão então acabei aceitando, mas tive vários problemas com esta mulher. Então conheci meu marido ele é 13 anos mais velho que eu, mas ele estendeu a mão e me deu carinho, só que quando fui morar com ele em uma situação conturbada, foi bem complicado o começo, ele me deixava muito sozinha e como eu era muito nova aceitava tudo o que ele me dizia.

 

Nesse período batia-me, não tinha paciência, ficava muito zangado, hoje ele é mais controlado.

 

O tempo foi passando e eu passei por uma depressão onde tentei tirar minha vida, porque me desesperei, nos brigávamos muito então ele queria terminar, daí me desesperei, graças a Deus estou viva e sem nenhum sequela e muito mais forte, com isso comecei a rever muitas coisas.

 

Algum tempo comecei a estudar e realizei meu sonho de fazer uma faculdade ele até me apoiou só que agora prestes a me formar ele não quer que me forme coloca vários empecilhos, e também tenho um certo medo pois ele é muito machista e não aceita que tenho amigos homens e fica revoltado. Um dia peguei uma carona com meu patrão o qual ele conhece e é amigo onde a esposa dele também é minha amiga e trabalhamos juntas, ele ficou louco achei que ia bater-me, o que mais me doeu além dos xingamentos foi uma orquídea que ele me deu, ele a quebrou toda e disse que não merecia isso foi pior que uma tapa.

 

Entre outras situações, hoje prefiro ficar no meu trabalho do que vir pra casa, não tenho vontade de ter relações com ele, não sei o que fazer, estou com muitas dúvidas, acho que não gosto mais dele, mas também não tenho coragem de me separar.

 

Até já olhei casas pra alugar, só que estou em cima do muro. Ele fez uma cirurgia então não sai, e também brigamos, o teste disso ele foi fazer e não me falou nada, então pensei em ir embora neste dia mas também pensei que não era o momento por ele estar operado.

 

Preciso saber o que fazer, já não aguento mais tudo isso.

 

Cara Catarina,

O casamento não é fácil. e uma separação pode ser umas das experiências mais emocionalmente desgastantes. Num momento como esse surgem muitas de emoções, dúvidas e conflitos.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser considerados na hora de decidir pela separação ou não. É preciso repensar itens como: parceria, intimidade, respeito, expectativas e planos.

Todos os relacionamentos passam por oscilações e fases onde alguns desses pontos podem estar apenas provisoriamente abalados, mas quando tudo está mal, a solução é a separação.

 

A decisão é sua, pense e avalie junto ele. Dialogue e fale sobre tudo que a incomoda e ouça o que ele tem a lhe dizer.

Só depois de muito diálogo tome uma decisão.

 

 

 

Problema emocional

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Bom dia 

 

Meu nome e F., tenho 49 anos. estou casado há 22 anos e 01 filho de 10 anos.

 

Estou passando por um grande problema emocional, principalmente depois que meu pai faleceu em 2013.

Mas minha história começa há mais de 25 anos atrás.

Em 1989 conheci uma moça (M. ela tinha na época 18 anos, eu 22) tanto eu como ela começamos a nos conhecer, pois tínhamos interesses em comum. No mês de maio daquele ano seus pais decidiram mudar para outra cidade. Ficamos muitos tristes, porque estávamos amando um ao outro. No segundo semestre daquele ano, fui visitá-la.

 

Seus pais gostavam muito de mim, e eu deles. Na  minha ultima visita (Dez de 89) fui para oficializar o namoro, quando fui surpreendido com a noticia que ela não estava mais interessada e que queria continuar os estudos e não tinha ninguém em vista( que era minha grande preocupação, pois estávamos longe para se ver e vulneráveis por outros). Fique, naquela época muito decepcionado, porque nos contatos telefónicos, fazíamos planos para o futuro, juras de amor, etc. Na volta desta viagem, desabei a chorar, pois amava muito ela e não tivemos a oportunidade de nem se quer dar um beijo. no ano de 1990 fique com depressão, achando que o mundo tinha acabado pra mim, tinha antes de conhecê-la . Com baixa alutoestima, me achando feio, tímido demais para conquistar uma mulher, alguns meses se passaram, e logo fiquei sabendo que ela estava namorando um rapaz na cidade, o que aumentou mais ainda minha depressão, pensando que nunca mais iria vê-la.

 

Depois de 1 ano (1991), suportei a depressão, resolvi ligar para a M. e sua mãe atendeu e ficou muito contente em falar comigo e me contou que a Marcia não estava mais namorando. Isso me deixou com muitas esperanças, então combinei com a mãe dela que iria lá no mês de Julho de 1991. Nesse mesmo ano e antes de ligar para a M., conheci outra moça (G.) Percebi que a G. era muito parecida com a M. fisicamente. Isso estava me perturbando, por que ainda amava muito a M. Precisava ir vê-la para conferir o seu interesse por mim. Essa viagem foi muito boa, pude vê-la, passear, ir ao cinema e quando fui perguntar a ela se havia alguma esperança, M. pediu-me um tempo.

 

Fiquei mais confuso ainda na época, porque eu tinha a G. e lá a M.

Como a M. já me havia decepcionado antes, decide começar um namoro com a G.

que estava interessada. Eu por orgulho e egoísmo deixei a M. com seus pensamentos.

 

O grande problema e que eu estava enganando a mim mesmo, porque amava muito a M. e só percebi isso muito tempo depois. em 1992 A M. e sua mãe vieram na minha cidade e percebi que ela ainda estava me esperando e eu não notei isso, pois estava ainda namorando a G.. A G. achou as fotos e cartas que tinha da M. e destruiu tudo (menos os negativos). Não tinha mais o telefone para entrar em contato com a M.. Em 93 com quase tudo preparado para casar com a G.  tivemos uma forte desentendimento e desmanchamos o noivado, mas fiquei envergonhado por chegar até aquele momento e desistir, apesar de não amá-la, como amava a M. reatamos e casamos em 93.

 

Ao longo dos anos sempre me lembrava da M. com muito carinho e amor, mas não tinha como entrar em contato, porque o telefone e o endereço foram destruídos. Por muitas vezes eu e a G. brigávamos muito a ponto que querer jogar tudo pro alto e separar, A G. chegou até se interessar por outro, mas relevei. Em 2006 nasceu meu filho, isso me fez rever o casamento, mas veio outros problemas maiores ainda. Por volta de 2010, comecei a digitalizar as fotos que eu tinha e também os negativos. Foi quando voltei ao passado e rever os momentos que tive com a M.. A curiosidade de saber como a M. estava foi crescendo a ponto de começar a pesquisar na internet. Depois de muito tempo achei seu endereço e também outras coisas nas redes sociais. Vi que a M: já tinha uma filha (dois anos mais nova que meu filho) mas notei que não havia o marido em algumas fotos no facebook. Em 2016 consegui com muito custo o telefone da mãe dela e entrei em contato depois de 25 anos. Conversamos por telefone e ela me disse que havia casado em 2007 e teve sua filha em 2008, mas não durou muito o casamento e 2010 estava separada e em 2013 seu pai havia falecido e ela havia se divorciado. Notei que o meu sentimento pela M., que havia ficado adormecido, acordou. Começamos a nos comunicar por telefone e whatsapp. Recentemente (jan de 17) fui sozinho à cidade dela para vê-la, sem ela saber e nem minha esposa a G. Conversando com sua mãe, pois a M. não mora com ela. Sua mãe me disse que depois que voltamos a nos comunicar, M. ficou mais feliz e que o voltar a conversar mexeu com ela. Mas que está muito preocupada comigo pois ainda estou casado.

 

Sinto que essa história ainda não acabou apesar do tempo, meu amor por ela ainda bate forte no peito, coisa que nunca senti pela G. Pelo lado da M., achou que também despertou o amor que tinha, mas pelo que sua mãe me falou, ela está com medo de ser o pivô de uma separação e de destruir uma família. Meu casamento anda de mau a pior a anos. Para dizer a verdade casei com a G. com a M. na cabeça e no coração.

 

Agora que a encontrei sinto a necessidade de ajudá-la, visto que esta sozinha criando sua filha. Mas eu também estou dividido com um casamento em erupção, um filho de 10 anos e um amor no peito me castigando e me deprimindo cada dia. Desde  Outubro de 2016 não tenho dormido direito, estou ansioso demais, não paro de pensar na M. (apesar de morarmos longe)

 

Sei que enfrentarei muitos problemas, separação, um relacionamento duvidoso (pois dependerá da M. se vai me aceitar depois de fazer isso)  

 

Mas tudo isso foi culpa minha, pois se amava tanto a M., porque não dei o tempo em 91, porque não desisti de casar, porque não separei enquanto não tinha o filho, são tantos os porquês, que minha cabeça não anda bem, estou a cada dia mais depressivo e temo muito o poder vir acontecer, pois penso que a única saída para meu sofrimento e acabar com tudo, não sei mais o que fazer, por isso estou pedindo uma ajuda profissional, como fazer...

 

 

Grato.  

 

Caro F.,

 

Penso que esteja numa grande confusão mental! O seu amor pela M. parece idealizado, uma saudade do tempo passado e da sua juventude e que claramente não voltará mais.

 

Pense bem : será que vale terminar um casamento e destruir uma família por um amor do passado que talvez seja só uma ilusão?  Uma separação sempre traz problemas, frustrações e infelicidade para toda a família. Antes de tomar uma decisão ponha tudo na balança. Se está ao lado de alguém que ama, que o faz feliz, que lhe dá segurança, vale a pena abandonar tudo isso por outra? Não se deixe levar pela ilusão de uma relação perfeita.

Amar é aceitar o imperfeito e torna-lo perfeito para nós. Para que uma relação resulte é preciso respeito, reconhecimento, responsabilidade e recreatividade.

 

Sugiro que não tenha pressa em decidir, reflita com calma e pondere o que é melhor fazer. Um acompanhamento psicológico poderá ser de ajuda nessa fase complicada de indecisão.

Fique bem

 

Irmão agressivo

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Bom dia

Tenho estado a procura de alguém que me possa ajudar e gostava de saber se me consegue esclarecer.

Os meus pais separaram-se há uns anos, não se divorciaram, e o meu irmão mais novo tem vindo a alterar o seu comportamento de forma preocupante. Ele sempre nos deu problemas mas de momento tem dado mais. Não se encontra a estudar pois não tem motivação para estudar e leva tudo como se fosse uma brincadeira e já não sabemos o que fazer com ele. Os amigos dele nunca foram os melhores, e sei que ele agora fuma ganzas. Mas o mais preocupante é agora, se lhe é dito algo com o qual ele não concorda este eleva a voz e torna-se agressivo, e se alguma coisa não é como ele quer e o repreendemos ele torna-se violento.

 

Alguns exemplos da sua violência por exemplo: mandar copos de vidro à parede, mandar murros nas portas............é o que estiver mais perto ele atira. Ele tem quase 18 anos e preocupa-me que se ele continuar assim algo de mal aconteça ou a ele ou que se torne violento com as pessoas aqui de casa, o que está perto de acontecer.

 

Pode-me explicar o porque de ele se tornar violento desta maneira por qualquer coisa, mesmo mínima? Será das ganzas? S.

 

Cara S.,

Consoante o tipo de mistura, a ganza pode ter diversos efeitos. Os sintomas são: olhos vermelhos, ligeira euforia inicial (rir muito), relaxamento muscular, lentidão do pensamento.

 

A longo prazo pode causar: perda de memória, cancro do pulmão, impotência e em alguns casos até a morte.

Em alguns casos de mais consumo a ganza pode provocar agressividade e uma síndrome amotivacional, que passa pela apatia, indolência, o que leva à desmotivação, maior dificuldade em reter os conhecimentos e a uma repercussão no rendimento escolar.

 

O que parece que esteja a acontecer com o seu irmão é que esteja a vive a separação de uma forma doentia e ainda com o consumo esteja ampliando algumas atitudes agressivas que poderiam já estar presentes anteriormente.

 

Com a separação em muitos casos, o rendimento escolar é prejudicado e surgem problemas de comportamento em casa e na escola, parece que o seu irmão em consequência tornou-se impulsivo, desrespeitando as regras familiares. Ele se aproveita da situação e da falta de uma figura de autoridade que impõe regras e punições.

 

Talvez precise ter uma ajuda especializada para poder elaborar esses problemas.

Criar filho sozinha

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Boa noite, estava procurando respostas para algumas situações e então resolvi escrever. Em fevereiro desse ano resolvi sair da casa com o meu filho de 2 anos onde morávamos com o pai dele , não era casada no papel , mais vivemos juntos por 3 anos.

 

Foi um período bem complicado , ele é usuário de cocaína e o nascimento do filho não foi o suficiente para ele mudar. Então resolvi ir embora , porém por questões financeiras e por medo talvez dr estar sozinha acabo dependendo muito dele e de sua família , moro sozinha , todas as dificuldades e responsabilidade são apenas minha , recentemente passei mal , senti que iria morrer , fui para o hospital com tremores , fraqueza , estava formigando e cansada , desde então sinto medo , medo de ficar sozinha , de não ser uma boa mãe , medo de morrer e deixar meu filho sozinho. Antes eu não estava sempre cansada , sempre sem paciência , gostava de cuidar da casa , de me cuidar. E hoje tudo é tao estranho , só queria voltar a me sentir bem , o que eu posso fazer , não sei por onde começar e tenho muito medo de que tudo interfira no meu filho .

 

Cara Leitora,

Após a separação do pai de seu filho, sente a responsabilidade de criar o filho sozinha , o que é uma fonte de stress e preocupações que se refletem na sua saúde física e mental.

 

Ser mãe e pai pode ser muito bom em alguns momentos, mas em muitas ocasiões é simplesmente exaustivo. Não é preciso negociar, nem pedir desculpas, nem estar de acordo com nenhuma outra pessoa a não ser consigo mesma. As decisões são suas. Não é fácil, mas ao mesmo tempo essa situação proporciona-lhe uma autonomia única. A “mãe solteira” não tem que conversar, nem discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: religião, escola, desporto, etc.

 

Não é fácil lidar com todo o processo. Entretanto, algumas atitudes são necessárias para conseguir trilhar o caminho de sucesso, ao lado do seu filho.

 

Algumas dicas para ajudar a lidar com a situação:

◦Busque apoio e encorajamento com seus amigos e familiares. Não fique sozinha!

◦Aproveite ao máximo o sentimento de ser mãe. Ele é um dom e ninguém pode tirar isso de você.

◦Valorize-se também como mulher e amiga, além de mãe.

◦Não transfira suas frustrações e reações negativas para a criança.

◦Crie um vínculo cada vez mais próximo com seu filho para transmitir proteção, amor, carinho e dedicação.

Entretanto fale com o pai do seu filho e motive-o a procurar um tratamento para deixar de ser usuário de cocaina pois isso vai acabar por destruir-lhe  vida e certamente vai ter complicações na sua saúde.

 

Um abraço

 

 

 

 

Gémeas de pais separados

 

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Boa noite Dra.

Estou com um problema, que carrego desde que minhas filhas nasceram (são gémeas), e tenho duvidas a respeito. Desde que elas nasceram e começaram a ir para casa dos avos paternos, a avó começou a esconder as melhores roupas, sapatos, acessórios e até fralda descartável delas. Comecei a dar falta de certas roupinhas e sempre perguntava a ela, e ela sempre com a mesma resposta, dizia que não sabia, que era pra eu procurar na casa da minha mãe...

Comecei a desconfiar e então tive a oportunidade de estar sozinha na casa dela, e procurei, não demorei muito pra achar, e quando achei fiquei pasma, assustada, impressionada...uma bolsa enorme de coisas até que nem me lembrava mais. Na época estava com pai delas, conversei com ele, mais de nada adiantou. Hoje a situação é ainda pior, estamos separados a mais de 3anos e elas estão com 10anos, ganham seus presentes aqui, como também ganham lá, elas felizes querem poder se divertir, mais nada, nada, absolutamente nada do que elas ganham lá podem trazer pra cá. Nem mesmo por um dia. E os presentes daqui quando querem levam. Já tive problemas até com uniformes escolar pois elas vão pra casa do pai (que mora com os avos delas) no fim de semana depois da escola e voltam as vezes de roupa velha, que já não tem serventia mas pra eles, também seguram as meias e o que for do interesse deles, até brinquedos.

Desculpe Dra. Mas estou perdida, não sei o que fazer, já conversei com ele, disse que não há necessidade disso acontecer, elas já sofrem por nos terem separados, sei também que elas não gostam de ficar lá e cá (de ter duas casas)... Socorro, não sei se meu pensamento esta correto, não sei se a atitude dele esta certa, não sei se existe certo ou errado, só sei que sofro por elas, com elas...

Desde já obrigada!

 

Cara mãe,

 

O que me parece pelo que refere é que os avós tem um comportamento doentio que só vai prejudicar e não traz nada de positivo. Poderá ser uma forma de vingança ou uma doença mental de um dos avós.

O melhor é explicar o caso ao seu ex-marido, tentar não dar muita importância e viver esse problema como uma desventura e com paciência como fazemos com pessoas que tem pouca inteligência emocional. Penso que quanto mais se aborrecer mais vão acontecer esses desaforos.

Sei que não é fácil mas tente não fazer muito alarme com as suas filhas e assim quem sabe a situação vai poder se banalizar.

 

Frequentemente com a separação do casal  há grandes discordâncias entre famílias, mas procure que isso não prejudique o desenvolvimento das crianças.

 

Tudo de bom