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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Instabilidade na relação

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Boa tarde caríssima Mariagrazia,

 

Tenho-me como uma pessoa minimamente inteligente e com capacidade de me analisar e perceber quando estou errada e quando não estou, quando deveria ter trabalhado mais ou não em qualquer situação na vida, reconheço os meus limites.

 

Sou igualmente uma pessoa altruísta, chegando na maior parte das vezes, prejudicar-me em prol dos outros. Boa ouvinte, boa amiga, e boa namorada e essencialmente boa mãe.

 

No que vou expor em baixo, gostaria de ter a sua opinião, pois o meu senso comum não me dá uma resposta ao que tento há já algum tempo, perceber o significado disto:

 

Separei-me já lá vão 4 anos e desse casamento, tenho 2 filhos com idade 11 e 10 anos.

 

Comecei do zero, e fui construindo novamente da estaca zero e encontrando em conjunto com as crianças o nosso ponto de equilíbrio e finalmente neste momento, posso afirmar que me sinto realizada, grata com o que tenho e com a vida que levo. O tormento já lá vai!

 

Nestes 4 anos, conheci um rapaz que tem atualmente 35 anos e eu 40, que sabendo ele, na altura, as dificuldades financeiras, emocionais, perdas, tudo o que na maioria dos casos, uma separação implica, pelo que eu estava a passar, veio a ser uma pessoa que me deu uma lufada de ar fresco na minha vida. Fez-me apaixonar por ele, viver um amor quase de adolescente uma paixão, era bom ouvinte, interessado…enfim...um príncipe! Eu nem queria acreditar no que a vida me estava a oferecer. Alguém que me desejava e amava. Contudo, fui aos poucos apanhando algumas mentiras que na altura achei que deveria ignorar, visto não serem prejudiciais para a nossa relação.

 

Soube que traiu a ex mulher por 2 vezes e inclusive, uma delas foi comigo, quando me tinha dito, que vivia sozinho e que tinha um filho dessa união. Fiquei chateada, mas pensei, erradamente, que comigo não seria assim. De fato nunca soube se me traiu alguma vez ou não.

 

O problema que se colocou foi que, durante a nossa relação, esta pessoa me pediu sempre mais e mais, (conhecer o meu mundo, filhos, família, e etc.), dormia várias vezes na minha casa, mas ao contrário isso nunca aconteceu. Eu não sou digna de estar ao pé do filho, ao pé da mãe, família e etc. Quando por diversas vezes que foi confrontado com o meu descontentamento, havia sempre uma razão plausível…ora porque a mãe estava com uma depressão...ora porque eu não lhe dava estabilidade para avançar, ora porque eu não podia entrar na casa dele porque isto e aquilo...enfim provocando em mim frustração, revolta. Cheguei a pensar que seria eu o foco do problema que existia na nossa relação! Aliás, ele dizia que a culpa era minha e eu sem perceber bem no quê!

 

Quando eu desisti, e fi-lo umas 4 vezes, ele veio sempre atrás, com falsas promessas de que agora é que era o momento em que ia avançar, chegando a usar a manobras tais como usando o que eu mais queria: ser novamente mãe; " quero muito ter um filho nosso", " és a mulher da minha vida"; as pessoas mais importantes e que amo és tu e o meu filho"...e quando eu voltava a dar hipótese, nada acontecia...era um ciclo infernal. Fez-me sentir culpada e a duvidar de mim mesma.

 

Sinto que devo ter uma resposta, para poder avançar na minha vida, o porquê desta atitude, se não quer evoluir na relação e continua a correr atrás? Para depois eu voltar ao inicio e tudo fica igual....

Grata,

ML

 

Cara ML,

 

A sua relação com esse rapaz parece que tem uma falha qualquer, que não tenho dados para saber o que seja. De qualquer maneira o comportamento dele não é normal, pois a exclui da sua família por algum motivo. Será que ele está a esconder alguma coisa? Será que tem uma família problemática ou desajustada? Ou será que ele está inseguro na relação?

Além do que com esse comportamento mostra que não tem intensão de assumir um relacionamento em pleno. Parece que tem dificuldade em assumir um compromisso, o que trabalha contra a um possível relacionamento maduro e estável.

 

O que pode fazer é falar com ele e tentar perceber o que está por trás dessa instabilidade de comportamento da parte dele. Ele não desiste, mas também não assume!

Reflita também sobre o que pretende para a sua vida e para o seu futuro e deixe bem claro quais são os seus limites, e que embora goste dele precisa da participação efectiva e contundente da parte dele.

 

Se nada disso resultar procure uma terapia de casal para uma orientação e talvez seja altura para ponderar uma separação.

 

Tudo de bom e boa sorte!

 

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Dúvidas de separação

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Boa noite.

 

Me chamo Catarina, tenho 29 anos sou casada há 13 anos, mas há algum tempo estou com dúvidas em relação a meus sentimentos.

 

Me casei muito nova, em um momento que tinha perdido minha mãe e estava bem fragilizada, pois tive que cuidar dos meus irmãos pequenos e meu pai tinha problemas com bebidas. Meu pai se casou novamente mas eu não aceitava, de tanto as pessoas falarem e colocarem pressão então acabei aceitando, mas tive vários problemas com esta mulher. Então conheci meu marido ele é 13 anos mais velho que eu, mas ele estendeu a mão e me deu carinho, só que quando fui morar com ele em uma situação conturbada, foi bem complicado o começo, ele me deixava muito sozinha e como eu era muito nova aceitava tudo o que ele me dizia.

 

Nesse período batia-me, não tinha paciência, ficava muito zangado, hoje ele é mais controlado.

 

O tempo foi passando e eu passei por uma depressão onde tentei tirar minha vida, porque me desesperei, nos brigávamos muito então ele queria terminar, daí me desesperei, graças a Deus estou viva e sem nenhum sequela e muito mais forte, com isso comecei a rever muitas coisas.

 

Algum tempo comecei a estudar e realizei meu sonho de fazer uma faculdade ele até me apoiou só que agora prestes a me formar ele não quer que me forme coloca vários empecilhos, e também tenho um certo medo pois ele é muito machista e não aceita que tenho amigos homens e fica revoltado. Um dia peguei uma carona com meu patrão o qual ele conhece e é amigo onde a esposa dele também é minha amiga e trabalhamos juntas, ele ficou louco achei que ia bater-me, o que mais me doeu além dos xingamentos foi uma orquídea que ele me deu, ele a quebrou toda e disse que não merecia isso foi pior que uma tapa.

 

Entre outras situações, hoje prefiro ficar no meu trabalho do que vir pra casa, não tenho vontade de ter relações com ele, não sei o que fazer, estou com muitas dúvidas, acho que não gosto mais dele, mas também não tenho coragem de me separar.

 

Até já olhei casas pra alugar, só que estou em cima do muro. Ele fez uma cirurgia então não sai, e também brigamos, o teste disso ele foi fazer e não me falou nada, então pensei em ir embora neste dia mas também pensei que não era o momento por ele estar operado.

 

Preciso saber o que fazer, já não aguento mais tudo isso.

 

Cara Catarina,

O casamento não é fácil. e uma separação pode ser umas das experiências mais emocionalmente desgastantes. Num momento como esse surgem muitas de emoções, dúvidas e conflitos.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser considerados na hora de decidir pela separação ou não. É preciso repensar itens como: parceria, intimidade, respeito, expectativas e planos.

Todos os relacionamentos passam por oscilações e fases onde alguns desses pontos podem estar apenas provisoriamente abalados, mas quando tudo está mal, a solução é a separação.

 

A decisão é sua, pense e avalie junto ele. Dialogue e fale sobre tudo que a incomoda e ouça o que ele tem a lhe dizer.

Só depois de muito diálogo tome uma decisão.

 

 

 

Problema emocional

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Bom dia 

 

Meu nome e F., tenho 49 anos. estou casado há 22 anos e 01 filho de 10 anos.

 

Estou passando por um grande problema emocional, principalmente depois que meu pai faleceu em 2013.

Mas minha história começa há mais de 25 anos atrás.

Em 1989 conheci uma moça (M. ela tinha na época 18 anos, eu 22) tanto eu como ela começamos a nos conhecer, pois tínhamos interesses em comum. No mês de maio daquele ano seus pais decidiram mudar para outra cidade. Ficamos muitos tristes, porque estávamos amando um ao outro. No segundo semestre daquele ano, fui visitá-la.

 

Seus pais gostavam muito de mim, e eu deles. Na  minha ultima visita (Dez de 89) fui para oficializar o namoro, quando fui surpreendido com a noticia que ela não estava mais interessada e que queria continuar os estudos e não tinha ninguém em vista( que era minha grande preocupação, pois estávamos longe para se ver e vulneráveis por outros). Fique, naquela época muito decepcionado, porque nos contatos telefónicos, fazíamos planos para o futuro, juras de amor, etc. Na volta desta viagem, desabei a chorar, pois amava muito ela e não tivemos a oportunidade de nem se quer dar um beijo. no ano de 1990 fique com depressão, achando que o mundo tinha acabado pra mim, tinha antes de conhecê-la . Com baixa alutoestima, me achando feio, tímido demais para conquistar uma mulher, alguns meses se passaram, e logo fiquei sabendo que ela estava namorando um rapaz na cidade, o que aumentou mais ainda minha depressão, pensando que nunca mais iria vê-la.

 

Depois de 1 ano (1991), suportei a depressão, resolvi ligar para a M. e sua mãe atendeu e ficou muito contente em falar comigo e me contou que a Marcia não estava mais namorando. Isso me deixou com muitas esperanças, então combinei com a mãe dela que iria lá no mês de Julho de 1991. Nesse mesmo ano e antes de ligar para a M., conheci outra moça (G.) Percebi que a G. era muito parecida com a M. fisicamente. Isso estava me perturbando, por que ainda amava muito a M. Precisava ir vê-la para conferir o seu interesse por mim. Essa viagem foi muito boa, pude vê-la, passear, ir ao cinema e quando fui perguntar a ela se havia alguma esperança, M. pediu-me um tempo.

 

Fiquei mais confuso ainda na época, porque eu tinha a G. e lá a M.

Como a M. já me havia decepcionado antes, decide começar um namoro com a G.

que estava interessada. Eu por orgulho e egoísmo deixei a M. com seus pensamentos.

 

O grande problema e que eu estava enganando a mim mesmo, porque amava muito a M. e só percebi isso muito tempo depois. em 1992 A M. e sua mãe vieram na minha cidade e percebi que ela ainda estava me esperando e eu não notei isso, pois estava ainda namorando a G.. A G. achou as fotos e cartas que tinha da M. e destruiu tudo (menos os negativos). Não tinha mais o telefone para entrar em contato com a M.. Em 93 com quase tudo preparado para casar com a G.  tivemos uma forte desentendimento e desmanchamos o noivado, mas fiquei envergonhado por chegar até aquele momento e desistir, apesar de não amá-la, como amava a M. reatamos e casamos em 93.

 

Ao longo dos anos sempre me lembrava da M. com muito carinho e amor, mas não tinha como entrar em contato, porque o telefone e o endereço foram destruídos. Por muitas vezes eu e a G. brigávamos muito a ponto que querer jogar tudo pro alto e separar, A G. chegou até se interessar por outro, mas relevei. Em 2006 nasceu meu filho, isso me fez rever o casamento, mas veio outros problemas maiores ainda. Por volta de 2010, comecei a digitalizar as fotos que eu tinha e também os negativos. Foi quando voltei ao passado e rever os momentos que tive com a M.. A curiosidade de saber como a M. estava foi crescendo a ponto de começar a pesquisar na internet. Depois de muito tempo achei seu endereço e também outras coisas nas redes sociais. Vi que a M: já tinha uma filha (dois anos mais nova que meu filho) mas notei que não havia o marido em algumas fotos no facebook. Em 2016 consegui com muito custo o telefone da mãe dela e entrei em contato depois de 25 anos. Conversamos por telefone e ela me disse que havia casado em 2007 e teve sua filha em 2008, mas não durou muito o casamento e 2010 estava separada e em 2013 seu pai havia falecido e ela havia se divorciado. Notei que o meu sentimento pela M., que havia ficado adormecido, acordou. Começamos a nos comunicar por telefone e whatsapp. Recentemente (jan de 17) fui sozinho à cidade dela para vê-la, sem ela saber e nem minha esposa a G. Conversando com sua mãe, pois a M. não mora com ela. Sua mãe me disse que depois que voltamos a nos comunicar, M. ficou mais feliz e que o voltar a conversar mexeu com ela. Mas que está muito preocupada comigo pois ainda estou casado.

 

Sinto que essa história ainda não acabou apesar do tempo, meu amor por ela ainda bate forte no peito, coisa que nunca senti pela G. Pelo lado da M., achou que também despertou o amor que tinha, mas pelo que sua mãe me falou, ela está com medo de ser o pivô de uma separação e de destruir uma família. Meu casamento anda de mau a pior a anos. Para dizer a verdade casei com a G. com a M. na cabeça e no coração.

 

Agora que a encontrei sinto a necessidade de ajudá-la, visto que esta sozinha criando sua filha. Mas eu também estou dividido com um casamento em erupção, um filho de 10 anos e um amor no peito me castigando e me deprimindo cada dia. Desde  Outubro de 2016 não tenho dormido direito, estou ansioso demais, não paro de pensar na M. (apesar de morarmos longe)

 

Sei que enfrentarei muitos problemas, separação, um relacionamento duvidoso (pois dependerá da M. se vai me aceitar depois de fazer isso)  

 

Mas tudo isso foi culpa minha, pois se amava tanto a M., porque não dei o tempo em 91, porque não desisti de casar, porque não separei enquanto não tinha o filho, são tantos os porquês, que minha cabeça não anda bem, estou a cada dia mais depressivo e temo muito o poder vir acontecer, pois penso que a única saída para meu sofrimento e acabar com tudo, não sei mais o que fazer, por isso estou pedindo uma ajuda profissional, como fazer...

 

 

Grato.  

 

Caro F.,

 

Penso que esteja numa grande confusão mental! O seu amor pela M. parece idealizado, uma saudade do tempo passado e da sua juventude e que claramente não voltará mais.

 

Pense bem : será que vale terminar um casamento e destruir uma família por um amor do passado que talvez seja só uma ilusão?  Uma separação sempre traz problemas, frustrações e infelicidade para toda a família. Antes de tomar uma decisão ponha tudo na balança. Se está ao lado de alguém que ama, que o faz feliz, que lhe dá segurança, vale a pena abandonar tudo isso por outra? Não se deixe levar pela ilusão de uma relação perfeita.

Amar é aceitar o imperfeito e torna-lo perfeito para nós. Para que uma relação resulte é preciso respeito, reconhecimento, responsabilidade e recreatividade.

 

Sugiro que não tenha pressa em decidir, reflita com calma e pondere o que é melhor fazer. Um acompanhamento psicológico poderá ser de ajuda nessa fase complicada de indecisão.

Fique bem

 

Irmão agressivo

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Bom dia

Tenho estado a procura de alguém que me possa ajudar e gostava de saber se me consegue esclarecer.

Os meus pais separaram-se há uns anos, não se divorciaram, e o meu irmão mais novo tem vindo a alterar o seu comportamento de forma preocupante. Ele sempre nos deu problemas mas de momento tem dado mais. Não se encontra a estudar pois não tem motivação para estudar e leva tudo como se fosse uma brincadeira e já não sabemos o que fazer com ele. Os amigos dele nunca foram os melhores, e sei que ele agora fuma ganzas. Mas o mais preocupante é agora, se lhe é dito algo com o qual ele não concorda este eleva a voz e torna-se agressivo, e se alguma coisa não é como ele quer e o repreendemos ele torna-se violento.

 

Alguns exemplos da sua violência por exemplo: mandar copos de vidro à parede, mandar murros nas portas............é o que estiver mais perto ele atira. Ele tem quase 18 anos e preocupa-me que se ele continuar assim algo de mal aconteça ou a ele ou que se torne violento com as pessoas aqui de casa, o que está perto de acontecer.

 

Pode-me explicar o porque de ele se tornar violento desta maneira por qualquer coisa, mesmo mínima? Será das ganzas? S.

 

Cara S.,

Consoante o tipo de mistura, a ganza pode ter diversos efeitos. Os sintomas são: olhos vermelhos, ligeira euforia inicial (rir muito), relaxamento muscular, lentidão do pensamento.

 

A longo prazo pode causar: perda de memória, cancro do pulmão, impotência e em alguns casos até a morte.

Em alguns casos de mais consumo a ganza pode provocar agressividade e uma síndrome amotivacional, que passa pela apatia, indolência, o que leva à desmotivação, maior dificuldade em reter os conhecimentos e a uma repercussão no rendimento escolar.

 

O que parece que esteja a acontecer com o seu irmão é que esteja a vive a separação de uma forma doentia e ainda com o consumo esteja ampliando algumas atitudes agressivas que poderiam já estar presentes anteriormente.

 

Com a separação em muitos casos, o rendimento escolar é prejudicado e surgem problemas de comportamento em casa e na escola, parece que o seu irmão em consequência tornou-se impulsivo, desrespeitando as regras familiares. Ele se aproveita da situação e da falta de uma figura de autoridade que impõe regras e punições.

 

Talvez precise ter uma ajuda especializada para poder elaborar esses problemas.

Criar filho sozinha

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Boa noite, estava procurando respostas para algumas situações e então resolvi escrever. Em fevereiro desse ano resolvi sair da casa com o meu filho de 2 anos onde morávamos com o pai dele , não era casada no papel , mais vivemos juntos por 3 anos.

 

Foi um período bem complicado , ele é usuário de cocaína e o nascimento do filho não foi o suficiente para ele mudar. Então resolvi ir embora , porém por questões financeiras e por medo talvez dr estar sozinha acabo dependendo muito dele e de sua família , moro sozinha , todas as dificuldades e responsabilidade são apenas minha , recentemente passei mal , senti que iria morrer , fui para o hospital com tremores , fraqueza , estava formigando e cansada , desde então sinto medo , medo de ficar sozinha , de não ser uma boa mãe , medo de morrer e deixar meu filho sozinho. Antes eu não estava sempre cansada , sempre sem paciência , gostava de cuidar da casa , de me cuidar. E hoje tudo é tao estranho , só queria voltar a me sentir bem , o que eu posso fazer , não sei por onde começar e tenho muito medo de que tudo interfira no meu filho .

 

Cara Leitora,

Após a separação do pai de seu filho, sente a responsabilidade de criar o filho sozinha , o que é uma fonte de stress e preocupações que se refletem na sua saúde física e mental.

 

Ser mãe e pai pode ser muito bom em alguns momentos, mas em muitas ocasiões é simplesmente exaustivo. Não é preciso negociar, nem pedir desculpas, nem estar de acordo com nenhuma outra pessoa a não ser consigo mesma. As decisões são suas. Não é fácil, mas ao mesmo tempo essa situação proporciona-lhe uma autonomia única. A “mãe solteira” não tem que conversar, nem discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: religião, escola, desporto, etc.

 

Não é fácil lidar com todo o processo. Entretanto, algumas atitudes são necessárias para conseguir trilhar o caminho de sucesso, ao lado do seu filho.

 

Algumas dicas para ajudar a lidar com a situação:

◦Busque apoio e encorajamento com seus amigos e familiares. Não fique sozinha!

◦Aproveite ao máximo o sentimento de ser mãe. Ele é um dom e ninguém pode tirar isso de você.

◦Valorize-se também como mulher e amiga, além de mãe.

◦Não transfira suas frustrações e reações negativas para a criança.

◦Crie um vínculo cada vez mais próximo com seu filho para transmitir proteção, amor, carinho e dedicação.

Entretanto fale com o pai do seu filho e motive-o a procurar um tratamento para deixar de ser usuário de cocaina pois isso vai acabar por destruir-lhe  vida e certamente vai ter complicações na sua saúde.

 

Um abraço

 

 

 

 

Gémeas de pais separados

 

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Boa noite Dra.

Estou com um problema, que carrego desde que minhas filhas nasceram (são gémeas), e tenho duvidas a respeito. Desde que elas nasceram e começaram a ir para casa dos avos paternos, a avó começou a esconder as melhores roupas, sapatos, acessórios e até fralda descartável delas. Comecei a dar falta de certas roupinhas e sempre perguntava a ela, e ela sempre com a mesma resposta, dizia que não sabia, que era pra eu procurar na casa da minha mãe...

Comecei a desconfiar e então tive a oportunidade de estar sozinha na casa dela, e procurei, não demorei muito pra achar, e quando achei fiquei pasma, assustada, impressionada...uma bolsa enorme de coisas até que nem me lembrava mais. Na época estava com pai delas, conversei com ele, mais de nada adiantou. Hoje a situação é ainda pior, estamos separados a mais de 3anos e elas estão com 10anos, ganham seus presentes aqui, como também ganham lá, elas felizes querem poder se divertir, mais nada, nada, absolutamente nada do que elas ganham lá podem trazer pra cá. Nem mesmo por um dia. E os presentes daqui quando querem levam. Já tive problemas até com uniformes escolar pois elas vão pra casa do pai (que mora com os avos delas) no fim de semana depois da escola e voltam as vezes de roupa velha, que já não tem serventia mas pra eles, também seguram as meias e o que for do interesse deles, até brinquedos.

Desculpe Dra. Mas estou perdida, não sei o que fazer, já conversei com ele, disse que não há necessidade disso acontecer, elas já sofrem por nos terem separados, sei também que elas não gostam de ficar lá e cá (de ter duas casas)... Socorro, não sei se meu pensamento esta correto, não sei se a atitude dele esta certa, não sei se existe certo ou errado, só sei que sofro por elas, com elas...

Desde já obrigada!

 

Cara mãe,

 

O que me parece pelo que refere é que os avós tem um comportamento doentio que só vai prejudicar e não traz nada de positivo. Poderá ser uma forma de vingança ou uma doença mental de um dos avós.

O melhor é explicar o caso ao seu ex-marido, tentar não dar muita importância e viver esse problema como uma desventura e com paciência como fazemos com pessoas que tem pouca inteligência emocional. Penso que quanto mais se aborrecer mais vão acontecer esses desaforos.

Sei que não é fácil mas tente não fazer muito alarme com as suas filhas e assim quem sabe a situação vai poder se banalizar.

 

Frequentemente com a separação do casal  há grandes discordâncias entre famílias, mas procure que isso não prejudique o desenvolvimento das crianças.

 

Tudo de bom

 

Filha de pais separados

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Olá Dra. como vai?

Procurando pela internet alguma história como a minha achei seu site..então escrevo para pedir-lhe uma orientação..

Fui casada por 17 anos. Divorciei-me há 3 anos..mas mesmo já tendo passado 3 anos da minha separação minha filha não consegue aceitar.. ela mora comigo e passa os finais de semanas com o pai..a vida dela não é má, é boa..tem tudo que quer dentro das nossas possibilidades.. mas esta sempre chateada sem motivos aparentes.. agora esta revoltada comigo porque coloquei ela pra fazer inglês.. contra a vontade dela mas é bom pro futuro dela e eu não posso tirá-la..esses dias peguei uma cartinha que ela escreveu dizendo isso tudo..que a vida dela não era fácil, que queria os país juntos, que não quer fazer inglês,.. o que eu faço dra..não entendo do que ela reclama.. será que pra amenizar isso devo tirá-la do inglês.. o que fazer como devo agir.. e além de tudo eu saio como errada até porque quem quis a separação fui eu..ela tem 13 anos..mas ela não é rebelde graças a Deus.. ela é meiga e educada..

Obg Dra..

M.

 

Cara M.,

Sua filha está na fase da adolescência, onde o lema é contestar tudo o que vem dos pais. É normal que ela ainda sinta algum sofrimento pela separação dos pais, mas é preciso não deixar ela exagerar. O adolescente reage ao divórcio muitas vezes com depressão, raiva intensa ou com comportamentos rebeldes e desorganizados e poderá questionar a autoridade.

O importante é manter-se firme nas suas decisões de educação, dando o que sente que é melhor para ela. Todos os filhos de pais separados tentam fazer algum tipo "chantagem" por conta da separação dos pais, mas é importante educar com firmeza, dar limites, valores saudáveis e disciplina. Dar limites ajuda a sua filha a sentir mais segurança e mais certezas. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera doméstica mais agradável tanto para os pais como para os filhos.

 

Fique tranquila e continue educando com muito amor e carinho vai educar a sua filha.

Um abraço

 

Fim do relacionamento

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Olá Mariagrazia,

não consigo aceitar o fim do relacionamento com minha esposa pode ajudar-me? Obrigado

 

Caro leitor

Esta é a receita que todos querem, e se existe algo que eu possa dizer a todas as pessoas que procuram conforto neste momento tão difícil seria: RECOSTRUA-SE.

 

Aproveite a vivência, mesmo que este rompimento não tenha sido por sua escolha, e use este turbilhão emocional como informações que está tendo a seu próprio respeito. Certamente está aprendendo muito sobre si mesmo, talvez esteja tendo reações que nunca imaginou que seria de seu feitio. Talvez esteja tendo pensamentos e comportamentos que o faz não reconhecer a si mesmo. Mas saiba, que tudo isso pode ser usado a seu próprio favor. Pode crescer e sair renovado.

 

Caso sinta que precisa de uma ajuda, alguém para estar dividir e usar todo o conhecimento sobre a dor humana para que passe por este momento e renasça uma pessoa ainda melhor, conte com um psicólogo.

Entretanto é preciso paciência, nada acontece rapidamente, ainda mais numa separação onde é preciso viver o luto da relação, o que tem o seu tempo.

 

Fique bem

Mariagrazia

Divórcio e novo amor

Boa noite Dra. Mariagrazia.

 

Gostaria se possível que me orientasse...

 

Fui casada por 16 anos, tenho um casal de filhos, um com 15anos, outra com 12a, nosso casamento foi sem amor por ambas as partes, tenho uma história muito triste, pois perdi minha mãe com 15 anos, meu pai com 6a, e tenho 4 irmãos com  problemas mentais.

Aos 15 anos tive meu primeiro namorado e era muito feliz, ficamos noivos eu já estava com 19 para 20 anos quando ele veio a falecer, Câncer...

 

Neste meio tempo eu trabalhava em uma empresa, esta empresa é do meu ex-marido, ele até então nunca tivera qualquer outra relação, pois é um homem muito tímido e fechado, temos 20 anos de diferença ele a maior, quando houve o falecimento do meu ex-noivo, meu ex-marido até esteve presente em seu enterro, não tínhamos afinidade alguma, porem ele tinha um grande sonho, de ter filhos, eu com 20 anos, já sem pais, com meus irmãos doentes e sem meu noivo, um belo dia...

 

Passados 6 meses após o falecimento do meu ex-noivo, meu ex-marido me chamou para sair, ir ao cinema, aceitei ali mesmo ele já me pediu em namoro, com menos de 6 meses ele me pediu em casamento, eu completara 21 anos e aceitei, fiquei grávida do primeiro filho, mas confesso que nunca houve sentimento de amor e nem atração era uma sensação de segurança paternal Dra., passados mais 3 anos fiquei grávida da menina, meu casamento já não tinha muito mais graça, porem como sempre trabalhei com ele, cresci muito dentro da empresa, tenho um cargo de gerente de vendas e com meu esforço hoje faço quase 80% das vendas, (mesmo divorciada continuo na empresa) éramos um casal que nunca brigamos por nada, porem posso afirmar que éramos um casal de fachada, pois como passei a ganhar mais que ele, tudo eu tinha que dividir, até mesmo um lanche se fossemos comer, viagens, empregada, tudo....

 

Como eu sempre viajava, conheci uma pessoa que por minha infelicidade fiquei com ele por quase 6 anos, uma pessoa que eu tive uma atração muito forte, ele não era bonito, não tinha dinheiro mais me dava atenção, porem percebi que ele não gostava de mim, ele estava comigo por puro interesse, pois eu o ajudava e muito, ele bebia, e chegou até me trair (engraçado dizer pq ele era meu amante), mas eu estava enfeitiçada, não conseguia me libertar, ia apte em psicóloga, mas há quase 1 ano e meio consegui colocar uma pedra, pois passava muito apuros ele me ameaçava etc. Importante salientar que meu ex nunca imaginou que eu o traia.

 

Bem, a minha situação financeira perante ao meu ex, apesar de eu ter minha própria independência era muitíssimo boa, com mais propriedades etc. e eu quando conheci este meu amante pedi o divórcio p o meu ex e na época ele implorou para que eu não se separasse porque tínhamos filhos e eles iriam sofrer, bem, naquela época graças a deus eu não me separei, porque ia enfiar os pés pelas mãos por causa deste amante, ai fui indo indo até passar este 1 ano e meio e pedir definitivamente a separação.

 

Perante as crianças foi um choque, porque NUNCA brigávamos, nunca mesmo, ele é um excelente pai e uma boa pessoa mas Dra. eu não era feliz, só para se ter uma ideia, minha casa tinha 2 empregadas fixa e 1 faxineira, uma mansão, mais eu não era feliz...

Antes de eu anunciar a separação para meus filhos, digo isso Dra., porque quando fui falar com ele, ele ainda me pediu um tempo para que passasse as festas de natal, formatura do filho para então anunciar, ou seja, foram quase 6 meses de silêncio, separados na mesma casa, já não tínhamos mais relação há anos, passado o tempo que ele me pediu eu e ele anunciamos para as crianças.

 

Mudei para uma cidade vizinha e graças a deus as crianças optaram para ficar comigo (pela idade já podem optar), porem aos finais de semana ficam com o pai, como disse ele é um super pai e ta infelizmente fazendo de tudo para que as crianças fiquem com ele.

Acontece que esta minha coragem se deu com 15 dias antes de eu anunciar a separação para meu ex, pq eu conheci uma pessoa maravilhosa que realmente eu o amo, ele também pediu o divórcio na mesma época, meu ex nem imagina que eu tenho outra pessoa, esta pessoa é simplesmente maravilhosa, sei que parece pela minha história que procuro um companheiro, sim eu encontrei um companheiro, um amor de verdade, nos dois temos planos de casar, ter filhos, é uma história muito linda mas só contando mesmo em detalhes...

 

Estou aqui hoje porque esta completando perante aos meus filhos que estou divorciada a 6 meses, e para mim e para meu ex a quase 10 meses e com o meu novo namorado a 10 meses.

 

Estou muito perdida, necessitando urgentemente de uma orientação, pois estou namorando escondida e sei que não posso pisar na bola com meus filhos, por exemplo, eles me pegarem com uma outra pessoa sem comunica-los, acontece que queremos casar, temos planos de ter mais um bebe mais eu não sei por onde começar a falar para meus filhos que conheci uma pessoa, sei que não posso contar que foi antes, que ele foi a causa da minha separação, mais eu necessito de uma boa orientação pois eles são muito fechado, o menino é igualzinho ao pai bem tímido e tenho muito medo da reação deles, a menina de vez em quando digo que um dia vou namorar, conhecer uma outra pessoa, ela fala se eu fizer nunca mais olha para minha cara, sabe Dra., tenho muitaaaa sede de ser feliz mais preciso de uma grande ajuda, como irei conversar com meus filhos, porque eu travo, tenho medo da rejeição deles e falarem que não irão mais ficar comigo.

 

 Aguardo seu conselho, um abraço e muito OBRIGADA

 L.

 

Cara L.,

 

Para falar aos filhos, vai ter que ter muita calma e esperar o momento certo, pois nem sempre os filhos estão preparados para lidar com a situação e entender a presença de um novo integrante dentro de casa.

 

E antes de explicar o seu atual momento é importantíssimo deixar claro para seus filhos que eles não são responsáveis pela separação dos pais e nem por uma reconciliação.

 

Evite armadilhas como:

- Apresentar o namorado muito precocemente Antes de envolver a família nesse novo relacionamento, é importante que haja certa estabilidade para, pelo menos, possibilitar um pouco de segurança.

 

- Apresentar o namorado muito tardiamente Esperar demais é arriscado e pode trazer surpresas desagradáveis. Muitas vezes, elas não conseguem lidar com o que está acontecendo ou alimentam fantasias com medo, até, de que o namorado roube a mãe e sofrem com isso.

 

- Apresentar o namorado como amigo Ser sempre sincero, na medida do interesse dos filhos, ajuda muito a evitar cair em contradições e a perder a confiança adquirida durante a vida familiar.

 

- Apresentar o namorado sem antes conversar com os filhos A chegada inesperada de um, talvez, futuro-membro-novo-dessa-família pode desestabilizar emocionalmente os filhos e trazer consequências danosas ao vínculo mãe-filhos.

 

- Chamar o novo namorado de pai A forma mais adequada para que seus filhos chamem seu novo namorado é pelo nome.

 

- Tentar ser o novo pai Os filhos não vão gostar de se sentir traidores do amor e da confiança do pai ausente. Assegure que o novo namorado não vai substituir o pai e que há espaço para que eles gostem também de outras pessoas.

 

- Criticar o ex-parceiro diante do seu novo namorado Os filhos não podem ser os portadores das dificuldades dos pais (ex-casal) e não devem, sob nenhuma hipótese, ser usados na tentativa de reconciliação ou de retaliação desse ex-casal.

 

- Afastar ou incluir demasiadamente outros membros da família em seu novo relacionamento É importante que a família de origem saiba de suas novas intenções, quando for o momento adequado. Mas, isso não significa que você deva satisfações de todos os seus atos, sentimentos e até pensamentos. A aceitação é desejável, mas não pode ser imprescindível para a continuidade de seu novo relacionamento. Esse limite é muito ténue, porém de importância fundamental.

 

Tendo em conta essas dicas, procure o melhor momento e fale com eles com sinceridade e assegurando que eles sempre estarão em primeiro lugar no seu coração.

 

Um abraço e felicidade