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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Sensação de estar fora do corpo

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Boa tarde! Quando fico muito nervosa, minha memória apaga; quando chega o ápice, tenho a sensação que estou fora do corpo (já me vi, como se eu estivesse atrás de mim) , ou maior do que sou, já cheguei a ponto de parecer que estou levitando no teto vendo meu corpo em baixo, em todas situações, me vejo fora, mas meu corpo continua como se eu estivesse dentro.

Entretanto quando chega a esse nível, não me lembro de mais nada depois, só me lembro destes flashes; isso começou a acontecer depois que tive depressão. Por favor, gostaria de entender. Grata

 

Cara leitora,

O seu distúrbio está, provavelmente, relacionado com o seu alto nível de ansiedade e como consequência da depressão. O que descreve é uma espécie de despersonalização. Esta é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. Pode ser um sintoma de outras desordens como transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, depressão, esquizofrenia, stresse pós-traumático e ataques de pânico. A despersonalização pode ainda surgir com o consumo de drogas, como Cannabis ou Ecstasy; mas há outras causas: esta pode desenvolver-se devido a uma exposição prolongada a stress, mudanças repentinas no contexto pessoal, laboral ou social, entre outros factores. A despersonalização encontra-se intimamente relacionada com a ansiedade.

 

A despersonalização associa-se, frequentemente, a outras perturbações mentais que necessitarão de ser tratadas ou é desencadeada por elas. Deve ter-se em conta qualquer tipo de stress relacionado com o início (instalação) da perturbação de despersonalização.

 

Como tratamento é eficaz a psicoterapia. A sensação de despersonalização desaparece, frequentemente, com o tratamento.

Procure ajuda e vai ver que vai sentir-se bem melhor e vai conseguir superar o seu problema.

 

Voltar a amar

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Tenho uma pessoa com quem me relaciono a mais de um ano, e de uma semana pra cá, essa pessoa parou de ter sentimentos literalmente, ela anda sobrecarrega eu imagino, mas eu não sei se é isso. Ela fala que gostaria de voltar a amar, o que fazer, ajude

 

Caro leitor,

Os sentimentos não param assim de uma semana para outra, mas aos poucos.

Pode ser que ela esteja a passar por uma fase passageira devido a stress excessivo. Seja paciente, dê tempo ao tempo.

Entretanto mantenha acesa a chama da paixão com pequenos mimos. No amor é preciso sempre manter a conquista e saber como manter o interesse depois de conquistar um amor é ainda mais importante do que a conquista em si.

 

Algumas dicas:

 

1 – Faça sexo

3 – Elogie

4 – Seja carinhoso

5 – Fique mais vaidoso e sexy

6 – Dê um presente

7 – Respeite a individualidade de sua parceira

8 – Namore

 

Tudo de bom

Falta de concentração

 

 

 

 

 

 

Boa noite,

 

Tenho um problema que me anda a angustiar. Já tentei obter informações de outras formas (e mesmo por esta), mas sem sucesso.

 

Não sou dada às depressões e talvez por isso, desvalorizam o que comento/desabafo. Neste momento estou a tomar Ginkgo Biloba, Olcadil e Magnesium-B  e mesmo assim, não sinto melhoras.

 

Estive parada durante cerca de 3 anos, porque a empresa fechou enquanto estive de licença de parto. Entretanto, acabei por ir ficando com o meu filho, até porque o custo de um infantário não era muito fácil de suportar mas realmente com o tempo, tive que o colocar lá mesmo porque não tinha a “liberdade” necessária para procurar emprego, etc.

 

Quando assim decidimos, tive uma proposta de trabalho de uma “suposta” amiga, em que apesar de eu ter-lhe dito que talvez não fosse boa ideia, podíamos estragar a nossa amizade. Como ela precisava de alguém de confiança para o lugar insistiu e disse que não acreditava que isso iria afectar a nossa amizade.

 

Após estar lá mês e meio, já me apetecia vir embora, porque:

» eu era uma atada

» eu não sabia falar com os clientes

» eu não sabia quais eram os nossos fornecedores (apesar de lhe ter pedido a lista, nunca me foi facultada)

» eu não consultava a net como ela considerava ser o correcto

» eu era motivo de risota (mesmo perante clientes)

» me esquecia constantemente de tudo que ela me dizia (dizia uma porção de coisas sem nexo, queria tudo ao mesmo tempo e eu nem podia fazer uma pergunta – completamente desorganizada)

» eu usava salto alto e incomodava o vizinho debaixo

» basicamente, porque tinha que adivinhar o pensamento dela, etc., etc.

 

Eu simplesmente fui directora comercial têxtil internacional, quase 25 anos. Fui sempre proactiva, viajei e negociei com muito clientes e fornecedores estrangeiros, orientava e acabava por dar formação aos colegas novos que entravam, sempre fui muito respeitada e considerada por todas as entidades patronais que passei. Sempre tive um sentido de responsabilidade muito grande.

 

Hoje tenho 40 anos, apesar de não me darem mais que trinta e pouco.

A minha última “ex-patroa”, tem 24 anos e o sócio (e companheiro) considera tudo o que ela comenta, não admitindo sequer que ela manipula grande parte da informação.

 

Despedi-me ao fim de meio ano, porque não conseguia mesmo mais. Mas o que é facto, é que realmente parece que “emburreci” (peço desculpa pela expressão) desde que para lá fui.

De facto, agora esqueço-me de muitas coisas mesmo! Até dos detalhes de uma frase (como por exemplo, ao ler uma frase, nem raciocino se tem um ponto de interrogação ou não! Isto para mim é muito grave mesmo).

Não tenho nenhum poder de concentração sem ser com muito, mas mesmo muito esforço. Contudo, ao mesmo tempo, lembro-me constantemente de coisas que são realmente importantes e tudo o que rodeia o meu filho, de coisas que o meu marido nunca se lembra (ou estou mesmo muito exigente ou então, estou a “vingar-me” inconscientemente).

 

Actualmente estou com medo (mesmo muito medo) em aceitar o trabalho que for, pois sinto-me incapaz de fazer o que quer que seja. A minha auto-Estima, está de rastos e não estou a conseguir dar a volta.

 

No fim deste “testamento” todo, é possível que esteja a ser vítima de Alzheimer precoce?? Não faço uma coisa direita, mesmo com a medicação!

 

Desculpe todo este desabafo, mas realmente, não  estou a conseguir contornar a situação e tenho um filho com 3 anos que ainda precisa de uma mãe “normal”. Como estou desempregada e o meu marido, não recebe o suficiente para ter uma consulta psíquica aqui no porto, venho pedir que me orientem da melhor forma. Proponho-me inclusive, a fazer uma série de exames para investigação, caso considerem pertinente.

 

Grata por toda a atenção dispensada, subscrevo-me respeitosamente.

 

Melhores cumprimentos,

Matilde

(nome fictício)

 

 

 

 

Período delicado

Paul Cezanne

 

Bom dia Dra. Maria,
 
Estou a escrever no sentido de procurar ajuda de uma pessoa profissional e que creio que me poderá ajudar.
O meu nome é Ana Filipa Pereira, nasci no dia 24 de Julho de 1984 às 7h15 da manhã.
 
Neste momento estou num período delicado da minha vida. Estou com muitas dúvidas e tenho tido muitas quebras e por isso estou a ficar preocupada.
Classifico-me como uma pessoa alegre, optimista e muito energética.
 
Vou começar pelo assunto mais importante:
 
- Comecei a trabalhar em Setembro do ano passado numa empresa boa. Bom salário. Boas perspectivas de futuro e relacionada com a minha Lic. em EngªQuimica. Perfeito. Quando comecei a trabalhar rapidamente fiquei deprimida, porque não tinha trabalho quase nenhum e fez-me muita confusão ficar o dia todo sentada em frente ao computador. Além disto, muitas das acções da empresa deixavam-me em baixo. Tudo muito lento e pouco justo. (Isto muito resumido).
Nos últimos meses a situação estava a ficar pior, porque o trabalho que tinha era super desmotivante, o meu chefe horrível e entretanto pensei, vou começar a enviar CV. No entanto, no passado dia 20 disseram que eu e mais alguns estagiários não íamos ficar. Tínhamos sido piores que os outros. Mas mais tarde percebemos que os que ficaram foi por cunha. Revoltante.
Agora tenho que me manter na empresa. Tenho tido trabalho mas a motivação ainda é pior e custa-me imenso. ainda por cima, não tenho recebido nenhum telefonema para entrevistas. tenho medo de não conseguir. para agravar:
 
- a minha relação com os meus pais é complicada. vivo com eles ainda. e eles não me apoiam nestas situações. A minha mãe é uma pessoa muito dramática e ansiosa. O meu pai é muito bruto e nervoso. Diz por vezes as coisas sem pensar, ofende e magoa e depois vem dizer que eles me apoiam em tudo. Fazem-me sentir muitas vezes inútil e querem que eu faça as coisas à maneira deles e não respeitam a forma como eu quero fazer. Este não respeitar significa em ofensas muitas vezes e impaciência e intolerância.
 
- a minha relação com o meu namorado que já mantenho à 11 anos é a minha paz. Ele é uma pessoa muito calma que me apoia na maioria das vezes.
no entanto, por vezes temos desavenças porque somos muito diferentes. eu sou muito energética e organizada e ele é o oposto. Quando me apetece sair ele está cansado, e vice versa. Apesar de gostar muito dele, sinto-me muito insegura por vezes, porque estou demasiado dependente dele e como é uma relação de muitos anos há certas coisas que precisava de sentir agora e que não sinto.
Sou uma pessoa que tem ânsia de coisas dinâmicas, que cada dia seja diferente e de sentir a vida agitada. e neste momento estou a ver tudo tão parado e triste.
 
Eu não costumo ser assim. Deprimida, mas senti a necessidade de falar disto com uma pessoa diferente e que não me conhece.
 
Espero que me ajude.
 
Obrigada só por me ter "ouvido".
 
Beijinho

 

Jovem com ataque de ansiedade

 

 

 Sou um jovem normal, com muitos amigos, namorada, trabalho, desporto, vida social e tudo o mais.

 
No entanto, sofro de um problema que me constringe e condiciona imenso:
Sempre que me deparo com algumas situações, posso sentir ataque de ansiedade repentino e começo a transpirar bastante pela testa e cabeça, o que me provoca um enorme mal-estar já que ficam todas as pessoas sem perceber o que se passa comigo. Pior que isso, conduz-me a um ciclo momentâneo do qual não consigo sair!
 
Acontece-me normalmente em jantares de cerimónia ou ocasiões especiais (casamentos), mas também me pode acontecer em reuniões ou apresentações de trabalho!
 
E isto faz-me estar preocupado mais em antecipar a situação do que me concentrar nas situações propriamente ditas, prejudicando-me profissionalmente inclusive.
 
O que se passa comigo e como posso eu contrariar a situação?