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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Traição virtual

 

53.jpgTenho traído meu marido e minha família desde que estamos juntos praticamente (15 anos) faço amizades na internet e começam as trocas de fotos ...

Em um determinado momento meu marido conseguiu acesso ao meu celular e salvou as conversas e imagens, mostrou para minha filha de 14 anos (que tem indícios depressivos e transtorno de ansiedade) e está ameaçando de divulgar aos amigos e familiares o conteúdo... Decidimos então por dar um fim ao relacionamento porém devido a uma crise de ansiedade da minha filha ainda não consegui sair de casa estou completamente perdida sem saber o que fazer ...

Cara Leitora,

Se está perdida é por não ter certezas do que quer fazer. Sendo assim não faça nada por enquanto. Deixe o tempo passar, procure refletir e perceber se ama o seu marido, se está disposta a mudar, a manter o seu casamento, etc. Dialogue com o seu marido, com a sua filha….

Se está arrependida, espere passar esse momento de turbulência, deixe as coisas se acalmarem, a situação melhorar e em seguida programe fazer uma terapia de casal.

Se ainda ama o seu marido, não desista de lutar pelo seu casamento. O perdão faz parte da relação.

Tudo de bom

Avaliar namoro

 

 

 

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-la pelo trabalho extremamente interessante e pelo empenho dado ao seu blog. Admiro muito seu trabalho!

 

Gostaria de falar do meu relacionamento. Tenho quase 18 anos e namoro há um ano e cinco meses com uma menina da minha antiga escola. Ela foi e continua sendo minha primeira namorada séria, e vivi ótimas experiências com ela. Sinto-me muito bem ao seu lado e percebo como nós somos próximos.

 

Conversamos sobre tudo: temos um relacionamento bem aberto e flexível. Contudo, desde a metade do ano passado, tenho sido de certa forma atormentado por alguns pensamentos que surgem na minha cabeça. A verdade é que eu sofro de T.O.C e esse contribui para que muitos pensamentos negativos fiquem ruminando o dia inteiro em minha mente. Enfim, no ano passado, por alguma razão, comecei a pensar em terminar com ela. Nada de ruim havia acontecido connosco, então coloquei imensa culpa sobre mim mesmo por pensar em algo desse género.

 

Passava noites chorando ao imaginar qual poderia ser a reação de minha namorada quando eu desse alguma notícia. Nunca cheguei a terminar de fato, porque sempre conversava com minha mãe sobre o assunto e acabava percebendo que o relacionamento ia bem.  No entanto, um pouco depois, comecei a perceber que sinto poucas saudades dela e que não tenho tanta vontade de vê-la quando podemos. Quando nos vemos, aproveito o tempo e me sinto feliz, mas quando passamos um tempo maior lado a lado, me sinto irritado e com vontade de ir pra casa.  Obviamente me culpo mentalmente por pensar esse tipo de coisa. Não tenho coragem de tomar nenhuma atitude com ela, e mesmo se tivesse essa coragem, tenho certeza que ficaria muito triste em perdê-la.  O problema é: eu não consigo avaliar se realmente gosto ou não dela.

 

Às vezes parece que sim, às vezes parece que não. Não sei se deveria tomar alguma atitude logo ou se deveria simplesmente me acomodar, como muitos sugeriram. Acredito que ela não tenha esse mesmo problema que eu, então fico pensando o que há de errado comigo. Afinal, o problema é comigo ou com o relacionamento? Não fazemos muitas coisas novas, saímos com pouca frequência, passamos a maior parte do tempo em casa.

 

Não sei se me fiz claro. Parece que eu apenas joguei informações no texto com a ínfima esperança de que eu pudesse receber alguma resposta. Espero que leia a mensagem e me responda o quanto antes! Agradeço desde já!

 

FB.

 

Terminar um namoro

Estou com meu namorado desde os 17 anos, hoje estou com 20, ele é ainda é meu primeiro namorado e sinto que o sentimento que tenho por ele não é mais o mesmo que era no inicio, o que sinto por ele agora é uma profunda amizade, mas sinto que ele ainda gosta de mim muito mais que uma amiga. As coisas ainda estão muito bem entre nós, também não estou apaixonada por outra pessoa, porém não quero namorar mais, mas não consigo pensar em uma forma de terminar sem perder a amizade dele.

 

Tenho para mim que as pessoas só terminam um relacionamento quando tem algum problema, e não vou conseguir justificar essa minha nova decisão sem ter algum motivo concreto, estou muito angustiada, tenho pensado em como resolvo esta minha questão, por favor me dê alguma dica.

 

Relacionamento de 9 anos

 

Sou R. tenho 22 anos.
 
Tenho um relacionamento de 9 anos e estávamos comprando tudo pra casar, tínhamos combinado de noivar no natal e de repente ele começou a se comportar de forma estranha. Começamos a brigar muito e desmarcamos a data do noivado. No final do ano, descobrir que ele estava me traindo a 1 mês e que tinha até mentido pra poder viajar com ela. Fiquei em choque, minha reacção foi só chorar, sofri muito emagreci demais e ele negando sempre.
 
Não consegui terminar e cada dia tinha mais provas da traição, mas nada fazia ele assumir. Daí ele começou a me tratar muito mal, nós brigávamos muito e cada vez mais o desrespeito aumentava.
 
Parecia que quanto mais eu sabia de provas da traição mais eu achava que não conseguiria terminar. Fui levando o relacionamento até hoje da mesma forma, sem que ele assumisse a traição. Melhoraram as brigas, mas não consigo superar nada.
 
Sofro muito com tudo. Esses 9 anos de relacionamento eu ajudei muito ele, como pessoa, como profissional, em fim, me sacrifiquei muito por ele.
 
Terminamos muitas vezes e dessa ultima vez que voltamos decidimos que íamos partir pra algo mais sério. Foi quando começamos a comprar as nossas coisas.
 
Fiz um investimento alto na nossa relação e estou com muita dificuldade de aceitar isso tudo. Gostaria de saber como fazer. Se a única solução for terminar com tudo, como conseguir fazer isso?? Tenho medo de me arrepender. De sofrer muito. Me sinto muito só e ele vive cercado de amigos.

Relação proibida

 

 

Tenho uma relação proibida, que me faz sofrer, gostava que me aconselhasse como terminar com ela, pois não consigo sozinha, já tentei, não consigo por estar apaixonada. Obrigada.

Fim de um amor

  

Quando um amor termina há sempre um sentimento de perda, de vazio, de frustração, de dor. É importante sentir e viver a dor interior. Para superar é preciso aceitar o sofrimento sem desespero, sem julgamento e sobretudo sem racionalizações.

 

A nossa interioridade encontra soluções somente quando a mente está vazia de racionalizações, quando deixamos os sentimentos fluírem livremente, sem bloqueios e sem pré-julgamentos.

 

É necessário poder vivenciar e sentir os estados de ânimo assim como se apresentam mesmo quando parecem ser contrastantes. Perceber raiva e rancor, tristeza e dor, tomar acto”.

 

É necessário saber que para cada amor, ao acolhemos a dor que provoca o abandono, nos deixa mais preparados a próximos encontros e a novos enamoramentos. O bom amor não é o que dura muito, mas o que nos faz viver intensamente: eros magia e desejo.

 

À nossa interioridade só se interessa pela intensidade da paixão que nos atravessou. É a paixão que nos faz sofrer e não o outro e não se encontra um novo amor enquanto a mente está repleta de lembranças passadas e muito identificada em quem já não está aí.

A nossa interioridade deseja “amar” e nada mais.

 

É importante compreender que quem perdemos é parte do mundo e se foi, mas a nossa capacidade de amar está intacta e reforçada para Amar.

 

A capacidade para amar é parte do nosso ser e sendo assim o “Amor” certamente entrará novamente na nossa vida.

 

"O que não tem remédio, remediado está". Ao aceitar os factos, saberá se relacionar melhor. Sobretudo porque o amor torna inteligente. Inspirou grandes poetas como Camões, "... contentamento descontente" e Dante "… move o sol e as estrelas".

 

 

 

Amor é fogo que arde sem se ver


 

 Luís Vaz de Camões

 

 

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?