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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Companheiro agressor

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Boa noite, desculpa pelo incómodo. Estive a ler alguns testemunhos no seu site e gostaria de lhe pergunta se há solução para o meu companheiro que pela 2a vez me agrediu, eu acho que ele precisa de ajuda psicológica e de algo para tomar porque quando explode é agressivo e violento para mim e nada justifica ele bater-me.

 

Não me queria separar dele, já falamos em ele ir ao médico, mas oque queria saber é que se com a sua experiência médica algum tipo de tratamento iria resultar? Ele nunca mais me iria bater??

 

Agradeço imenso se me poder responder, melhores cumprimentos.

 

Cara leitora,

Casos de violência precisam ser tratados por psicoterapia. Seu companheiro precisa uma ajuda e um acompanhamento de uma psicóloga para tratar o problema de agressividade e conseguir ser capaz de ter autocontrole e uma vida normal.

 

Não há segredos mágicos que resolvam este problema, mas sim uma mudança de cultura, de crenças e valores.

Perante o agressor, a vítima tem que se mostrar forte, nunca se resignar e reagir a cada agressão. A mulher tem que demonstrar ao agressor que não tem medo e que, apesar de ser mais frágil, pode exercer força sobre o agressor, tanto fisicamente como legalmente. A mulher deve sempre denunciar a agressão às autoridades, à família, aos vizinhos, fazendo diminuir a autoestima social que o agressor tem perante a sociedade.

 

Os agressores não são felizes, estão em desequilíbrio emocional, e provocam muito sofrimento ao seu redor.

O tratamento psicológico de seu companheiro é essencial para a sua própria eficácia de proteção e criação de mecanismos que permitam quebrar o ciclo de violência.

 

Fale com ele e motive-o para um tratamento correto e eficaz.

Despersonalização

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Doutora, eu estive esse tempo todo tentando perceber o que se passava comigo. Eu tinha medo de falar com um médico pois tinha receio que ele me quisesse internar por estar maluca. Mas eu fiz algumas pesquizas na net sobre os meus sintomas e aponta a que eu sofra de despersonalização. Eu sinto minha cabeça vazia sinto me vazia parece que não estou presente. As vezes faço me questões tipo o que estou a fazer. Eu não tiro prazer do momento que estou a viver. Eu já não sei o que é sentir felicidade. Eu vivo frustrada com medos e com este problema. Que posso fazer doutora?

 

Cara leitora,

A despersonalização pode ser um sintoma de outras perturbações psiquiátricas

A despersonalização está intimamente relacionada com a ansiedade. Enquanto desordem isolada pode ser desencadeada pela vivência de uma situação traumática ou pode ainda despoletar-se no indivíduo se este atravessar um conflito interno insuportável: a mente passa por um processo inconsciente de dissociação - separa (dissocia) conhecimento, informações ou sentimentos incompatíveis ou inaceitáveis oriundos do pensamento (realidade) consciente.

 

Não tenha medo de falar com o médico. Para tudo tem remédio, o que é preciso é que tenha motivação para se tratar. Não é o caso de estar maluca, mas deve estar com algum problema psicológico, talvez relacionado com a ansiedade, ou com alguma grande tensão geradora de stress.

No seu caso há indicação de psicoterapia para trabalhar os conflitos e sua solução.

Procure ajuda de uma psicóloga para um diagnóstico preciso e inicio de um tratamento. Entretanto também pode ser que se trate de uma fase, uma de crise passageira. O importante é confiar em si própria e buscar uma ajuda efectiva.

Um abraço

 

 

Alcoolismo

 

 

Boa tarde,   O meu marido tem um problema com o álcool, quando começa a beber, tem dificuldade em parar. Eu já não sei que atitude tomar! É capaz de estar meses sem beber, mas se vai almoçar com amigos ou sozinho mas sem mim, não consegue se controlar.

 

Da última vez fui dar com ele caído com sangue na cabeça e a dormir á porta de casa às 4 da manhã. Chamei uma ambulância e levaram no para o hospital. Ele jurou pela filha que nunca mais punha uma gota de álcool na boca. Pensei que este susto resolvesse, mas enganei-me!   Como poderei ajudá-lo? Ele não assume que é alcoólico, porque diz que é capaz de estar meses sem beber. S.

 

Cara S.,

 

Alcoólatra é também quando há perda de controlo: a inabilidade frequente de parar de beber uma vez que a pessoa já começou!

 

O alcoolismo tem pouco a ver com o tipo de álcool bebido por uma pessoa, há quanto tempo a pessoa bebe, ou até mesmo exatamente quanto álcool bebe. Porém, tem muito a ver com a necessidade incontrolável por álcool. Esta descrição do alcoolismo nos ajuda a entender o porquê de a maioria dos dependentes de álcool não conseguir se valer só de "força de vontade" para parar de beber. Estas pessoas estão sob a forte compulsão do álcool, uma necessidade que se mostra tão forte quanto a sede ou a fome.

Embora o alcoolismo seja uma doença tratável, ainda não há cura. Isto significa que mesmo que um dependente de álcool esteja sóbrio por muito tempo e tenha sua saúde de volta, ele ainda está suscetível a recaídas e deve continuar a evitar todas as bebidas alcoólicas. "Reduzir" não adianta; parar é necessário para uma recuperação bem-sucedida.

 

Ele precisa procurar ajuda, o melhor seria ele frequentar um grupo de alcoólicos anónimos para se conscientizar do seu problema e aprender a controlar-se para não beber absolutamente nada álcoolico.

 

Também pode ser ajudado por um tratamento psicológico  onde poderá expor seus problemas e dificuldades e conscientizar-se de qual a melhor maneira de superá-los.

 

Um abraço e tudo de bom

Depressão pós-parto e cura

 

 

Gostaria muito que me respondesse... Eu tive depressão pós-parto já tem mais de um ano e meio. Fiz todo o tratamento com medicamentos, psicólogo, e tudo mais. Hoje já não tomo nenhum remédio, e também tive alta do psiquiatra e do psicólogo. Mas, grande parte da minha família continua me tratando como se eu tivesse algum problema, e isso me incomoda muito.

 

Porque eles não acreditam que eu estou curada já que eu terminei meu tratamento há mais de um ano e voltam a me tratar do mesmo jeito? Depressão realmente tem cura ou eu que estou errada? Grata.

 

Cara leitora,

 

O objetivo central do tratamento da depressão é a remissão ou seja a melhora completa da sintomatologia depressiva. Como grande parte das doenças, há sempre um risco de, mesmo tratada corretamente, o paciente apresentar recaída no futuro (cerca de 80% das pessoas que apresentaram um episódio depressivo devem apresentar um ou mais episódios adicionais).

A depressão, portanto, é, na maioria das vezes, uma doença crónica, assim como diabetes e hipertensão. Quando tratada adequadamente, o paciente leva uma vida absolutamente normal.

 

A depressão pós parto exige apoio integral da família, especialmente do marido que deve dar atenção redobrada e ter uma dose grande de compreensão.

Precisa ter paciência, sentir-se curada e vai ver que a sua família vai voltar a tratá-la normalmente. Depressão tem cura.

 

De qualquer maneira se pudesse manter a psicoterapia, seria uma mais-valia para si, para poder colocar e trabalhar essas questões que se coloca e que a perturbam.

 

 

Um abraço e tudo de bom

 

 

 

 

 

Dificuldade em engravidar

 

 

 

 

Boa tarde

 

Não consigo deixar de estar triste, desde Abril de 2011 que tento engravidar e não consigo, já passei por uma fertilização in vitro com resultado negativo, não sei se tenho forças para fazer outro tratamento, sinto que o tempo se esgota. O meu marido já tem um filho, durante todo o ano sou mãe semana sim semana não, mas apenas nas obrigações.

 

Às vezes penso se não será melhor voltar a morar sozinha, ao menos assim acaba-se a esperança, mas acaba-se também o stress, a raiva e a ansiedade que me assola a cada mês e cada vez com mais intensidade. A mãe do meu enteado já tem outro filho, já ficou grávida e sem dificuldade depois de eu começar a tentar e já teve o bebé, os nossos amigos também, sem querer aconteceu e já nasceu o bebé. Assim como aqui no meu trabalho, engravidaram tiveram os bebés já regressaram ao trabalho e eu nada.

Não me apetece trabalhar, não me apetece fazer nada, falar com ninguém, conviver com ninguém, nem sequer festejar o Natal.

 

Amanhã tenho jantar com um casal amigo para conhecer a filhinha de tem 3 meses, escusado será dizer que não quero ir porque me causa sofrimento, mas o meu marido não compreende, nem nunca vai compreender e eu nunca vou quero ir porque me causa sofrimento, mas o meu marido não compreende, nem nunca vai compreender e eu nunca vou conseguir ser feliz. Só me apetecia desaparecer. Adormecer e não acordar mais. Deve ser por isso que tenho tanta dificuldade em adormecer.

 

Estou tão cansada.

Cumprimentos,

M.

 

 

 

Cara M.,

 

Para engravidar vai precisar ter calma. A ansiedade põe tudo a perder.

 

Ao não conseguir engravidar é normal ter uma sensação profunda de perda, ficar stressada, triste ou sem saber o que fazer. Procure não se recriminar por se sentir assim. Encarar e aceitar o que está a passar, ajuda a suportar essas emoções e a pensar mais descontraidamente.

 

Não se culpe. Tente resistir à tentação de ficar zangada consigo. Esse tipo de pensamento negativo só piora as coisas. Quando começar a ter pensamentos sobre o que "devia" ou "podia" ter feito, lembre-se que problemas de fertilidade acontecem, não são culpa sua.

 

Mesmo que você tenha tomado decisões no passado e hoje se arrependa, já passou, não adianta mais ficar remoendo. Tente se concentrar no presente e nas coisas boas que virão quando o problema for finalmente superado.

 

E o mais importante "esqueça", deixe acontecer, vai ver que quanto menos espera, acontecerá. Aproveite o bom da vida!

 

Se entretanto sentir que esse fato está a se tornar um problema recorrente, procure a ajuda de uma psicóloga para que a oriente e a acompanhe nessa fase.

Felicidades

Mariagrazia

 

Mentirosa compulsiva

 

Salvador Dalí

 

Boa noite,
 
Tenho 26 anos. Sei que tenho um problema desde pequenina, sou mentirosa compulsiva. Isto, além de estar a dar cabo de mim, está a dar cabo do meu casamento.
 
Gostava de saber se me pode ajudar.
 
Obrigada
 
Com os melhores cumprimentos
 
C.

 

Principio de Paranóia

 

Claude Monet

Olá Mariagrazia
Encontrei seu blog por acaso, em pesquisas que faço periodicamente sobre comportamento humano. Li muitas postagens suas no seu blog e tive a ideia de pedir a sua opinião em um caso que me preocupa a muito tempo.
Tenho um amigo, que parece sofrer de um principio de paranóia. Ele é um rapaz de grandes talentos culturais, escreve livros e poesias. Apesar de ser muito bom no que faz, não recebe retorno financeiro, talvez isso gere algum tipo de frustração. Nos últimos tempos ele tem agido de maneira paranóica: se as pessoas rirem no autocarro, ele olha a pensar que estão a rir dele. Muitas vezes ele grita com pessoas que nem conhece, pois passam rindo perto dele. Isso chegou à um ponto em que gera constrangimento sair em publico com ele. Essa paranóia é presente até quando ele esta em casa, junto sua família.
Como é possível lidar com essa situação e mostrar para ele que está paranóico, sem que eu faça parte da imaginaria conspiração que acredita estar contra ele?
Sinta-se livre para postar esse tema, mas peço o anonimato.
Obrigado. Parabéns