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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Mãe tóxica

49.jpgBoa tarde Dr.a,

Uma mãe que passa o tempo a fazer-se de vítima perante outras pessoas  e a falar mal da filha.

Mas que em casa, fala para a filha com ódio e rancor, tem amor há filha?

 

És odiosa, metes nojo.

Até dá nojo olhar para tua cara, sempre trombuda.

Detesto a tua forma de ser.

Vou ter que te aturar toda a vida?

Vais viver sempre encostada a mim.

A tua irmã é melhor que tu.

És uma falsa, uma fingida.

Aluga um quarto e vai-te embora.

Um dia dou-te uma surra e ponho-te na rua!

 

Sempre a criticar-me e a rebaixar-me!

É uma mãe tóxica ou narcisista?

Como conseguir viver com uma pessoa assim?

O que fazer?

O único sentimento que tenho pela minha mãe é desprezo e cada vez detesto-a mais!

Ainda não sai de casa, porque não tenho condições económicas para isso.

O que fazer Dr.a?

Cara leitora,

Ela fala essas frases à toa ou tem alguma queixa específica tua? Ela diz essas coisas por estar muito nervosa, stressada ou com algum problema específico?

Tente entender porque e relacionado com que a sua mãe lhe diz essas coisas. Provavelmente tem uma filha idealizada na mente e a Susana não corresponde com essa imagem, mas nada disso justifica esse tipo de tratamento.  Parece que a sua mãe tem um problema sério que pode ser mental ou por falta de cultura ou de educação ou por ela própria ter tido uma mãe abusiva. Não penso que seja falta de amor, mas não é uma situação suportável. Não sei se a sua mãe é narcisista, mas é tóxica e é difícil. Uma mãe mesmo difícil coloca-a diante um grave dilema: ou desenvolve mecanismos complexos e autocastradores para manter a relação com a sua mãe, com grandes custos para si em termos de autoestima, relação e valores, ou arrisca-se a sofrer humilhações, desaprovação e rejeição.

A inveja também pode estar presente. Claro que muitas mães têm estes ‘acessos’. Mas é o carácter constante deste comportamento que define uma mãe difícil.

Pode sugerir à sua mãe que procure uma ajuda terapêutica para que possam tentar melhorar o relacionamento.

Algumas dicas para si:

1 Relação ‘light’

Muitas filhas tentam a terapia, mas muitas mães difíceis são narcisistas: não são capazes de comunicar intimamente com os outros e também não conseguem conectar-se com a sua vida interior, e portanto muitas vezes não colaboram com a terapia. Remédio: admitir que nunca serão próximas e ter uma relação mais leve, mais distante, sem tentar uma intimidade que ela nunca dará.

 

2 Separação temporária

Tire uma ‘folga’ da sua mãe para recompor-se. Diga-lhe que está a tratar de assuntos urgentes e que lhe telefona se houver uma emergência.

 

3 Separação total

Se tentou tudo e mesmo assim aquela relação compromete inequivocamente o seu bem-estar, esta pode ser a única opção. Mas é raro haver quem a tome, até porque é uma opção socialmente muito malvista e condenada.

 

Outra opção é não levar a mãe tão a sério, não lhe dar ouvidos e levar a sua vida sem muita intimidade, não dando oportunidade para que ela fale consigo, isso até o momento que tiver a opção de separar-se dela.

Fique bem

Mobbing

 

 

 

 

Querida Dra,

Tenho 30 anos e sou vítima de Mobbing...
Vivo aterrorizada com a ideia de ir trabalhar de manhã, do que me espera, do fim-de-semana e do retorno da semana de trabalho. O telemóvel toca e eu tremo. Chega um email da direcção e eu suo frio.
Perdi peso, chego mesmo a vomitar quando chego ao trabalho, ando literalmente lavada em lágrimas todo o dia. Abusam porque me vêem fragilizada e carregam ainda mais a pressão psicológica feita...a minha auto-estima profissional está reduzida a zero.
Por necessidade continuo a aguentar-me a uma situação que não me faz feliz e que começa a afectar a minha família, principalmente o meu filho, de 3 anos, que percebe perfeitamente que não estou bem e que tem vindo de dia para dia a aumentar a dose de mimos, carinhos, palavras queridas e preocupações para comigo, nada normal numa criança tão jovem...
A minha médica de família aguarda uma visita minha há semanas, pois sabe o que se passa e quer por me de baixa urgentemente. O problema é que eu tenho medo! Penso NELES! Que vão ficar sem mais uma pessoa, que vão ficar com um enorme volume de trabalho, no que dirão, no que pensarão... quando eles não pensam em mim quando agem, fazem, reagem....

Que fazer? Preciso de coragem, enfrentar, admitir que estou doente, depressiva, mas ao mesmo tempo tenho medo deles... medo! Tremo só de pensar em lhes ligar e dizer "estou de baixa um/dois mês(es)"....

Vida injusta

Bom dia...
 
O meu nome é B. e tenho 21 anos.
Á muito que venho a adiar uma visita a um psicólogo ou psiquiatra. Não sei a razão certa, mas para além da falta de tempo e a despesa que seria para mim, receio também que seja falta de coragem.
 
Entretanto vi este site e apanhei a oportunidade para desabafar e pedir concelhos para a minha mente confusa.
 
Várias vezes coloco a pergunta se eu é que penso errado ou afinal são as pessoas é que são ignorantes e gostam de fazer mal aos outros...
Venho de uma família muito problemática, que com a falta de dinheiro agrava a situação e o dia a dia é sobre discussão e porrada mesmo. Assisto a esta situação desde os meus 5 anos.
O meu pai sempre foi doente da cabeça devido a uma infância muito difícil e problemática e ainda hoje toma medicamentos. Pois bate muito na minha mãe porque a minha mãe também não ajuda. É uma pessoa sem orientação, foi operada tinha eu 9 anos à coluna e desde então não pode mais trabalhar.
Menos um ordenado. E começou a beber. Somos 3 irmãs e o sustento sempre foi muito pouco. Dinheiro, motivo de discussão todos os dias. Tive uma infância diferente das minhas amigas. Muito rígida.
 
O meu pai sempre foi assim. Se não fizesse as coisas á maneira dele apanhava na hora. Nunca tive regalias em nada. Também nunca faltou comida, mas olhava para as minhas amigas e nada. Não tinha nada. Cresci a trabalhar nas terras e nas obras com o meu pai...
O fim-de-semana e as férias eram o meu inferno. Adorava andar na escola! Era o meu santuário  
 
Aos 14 tentei me matar... mas não consegui fazer.
 
Entretanto aos 16 tive o meu 1º namorado. Namoramos 3 anos e 2 meses. Comecei a trabalhar e a estudar á noite para terminar o 12º. Sempre quis ir pra universidade, mas não tinha dinheiro....
 
O meu namoro também não correu bem... Ele traiu-me várias vezes e sempre perdoei. Mas cheguei a uma altura em que as minhas colegas diziam que não era um namoro, comecei a olhar para outros casais e vi que não estava bem. Ele ralhava muito comigo. Eu não me podia rir que ele ficava chateado. Mandava-me calar. Chamava-me burra. Não saíamos muito... Era muito raro. Não fazíamos passeios nem nada.... Uma rotina infernal. Por mais que lhe pedisse, estava sempre cansado. Pra mim, porque pras coisas dele e amigos e amigas não.
 
Fartei-me e acabei com ele. Um inferno em casa. Os meus pais não aceitaram nada bem. Cheguei mesmo andar a zurra com a minha mãe. O meu pai diz que manchei a família. Porque das minhas primas era a que tinha mais juízo e era certinha. Mas o tempo passou. Conheci mais um erro na minha vida que só durou um mes, mas arrependo-me porque me entreguei a ele e é como k me sujei por dentro. pk ele tb m traiu, era muito convencido e me iludia com palavras. Se o tempo voltasse atrás....
 
Entretanto aos 19 anos comecei a sair com a minha irmã e a minha melhor amiga e a divertir-me mais. Conheci outra pessoa que mora muito longe de mim. Era vendedor e conheci no trabalho. Mais uma vez fui enganada e me deixei levar pelas palavras carinhosas. Palavras que nunca tive. Também durou 2 meses porque ele por fim contou que tinha uma filha. Mesmo assim aceitei. Adoro crianças. Mas a distancia, o facto de ele não kerer vir ter comigo, acabou por ele m deixar. e mais uma vez m entreguei a outra pessoa.
 
Não aprendi. Hoje vejo que os homens só pra ter relações sexuais mentem e dizem palavras carinhosas.
Entretanto conheci o meu actual namorado. Com quem vivo há 4 meses. Conheci-o pela net. Apesar de já o conhecer de vista, porque somos do mesmo concelho e por ele ter uma loja de tunning.
 
Começamos a falar, ele contou-me só passado um tempo k namorava. Mas sempre foi uma conversa de amizade, nada de engate. Quando ele começou a desabafar sobre a sua relação, que traía varias vezes a namorada. Histórias que me deixam triste e de ver o quanto o homem é falso só por uma noite de prazer. Dei-lhe concelhos. Visto que em 9 nos de namoro nunca tiveram relações. O k o levou a procurar prazer em outras mulheres. Pelo o k fala da namorada é uma pessoa maravilhosa, mas ainda com um pensamento antigo. Não gosta de sair e ta sossegada no seu canto. Ele ao contrário é uma pessoa mais activa.
 
Acabamos por gostar um do outro e envolver. Juro que não queria mas o coração foi mais forte. Descobriram-nos, a namorada tentou-se matar, as pessoas começaram a falar mal de mim a ele e ele distanciou-se de mim. De vez em quando falávamos um com o outro. A saudade era maior. Acabamos novamente por começar a sair, mas quando iam falar mal de mim a ele, era o inferno.
 
Ouvi palavras dele muito mas, porque acreditava nas pessoas. e a quantidade de mulheres atrás dele era demais. Quantos dias chorei, por gostar dele e por m sentir culpada na situação da relação dele e imaginava que no fim ia levar outro pontapé. Fiz á namorada dele o k o meu ex também m fez... E dói demais. Passou 7 meses nesta vida de espera, de ouvir te amo e nada dele resolver. Até por fim terminou com ela.... e ele começou a desligar dos amigos que o levavam pra vida da noite e das pessoas que só s metiam na vida dele. Namoramos há 6 meses e é a melhor coisa que me aconteceu. o ano k passou aconteceu muita coisa sobre nos e entretanto tb sai de casa que não aguentava o ambiente com o meu pai. Tenho um trabalho em princípio fixo, mas a receber 394 euros como secretaria e umas horas depois das 5 e 30 numa clínica dentária. O meu namorado é dono de um stand e tem uma construtora com o pai, mas o dinheiro está a acabar... não vende carros, não consegue a licença do prédio para poder vender. Um stress. Parece que desde que estamos juntos é só problemas.
 
Também ando cansada do meu trabalho. Farto-me de trabalhar pra receber um mísero, e não chega pra ajudar. O meu namorado já estava a fazer casa com a ex. Agora vou eu pra lá e isso mexe muito comigo. Vou pra uma casa que não foi feita pra mim e para ele. Mas sim pra ele e pra ex. Sinto-me inútil por não o conseguir ajudar. Não sei k fazer porque ambos andamos stressados e precisamos de apoio. Comparo-me todos os dias a ex e sinto-me inferior... 
 
Hoje sinto-me burra, despassarada, má. Irrito-me facilmente. Penso demais. Como a minha irmã diz "não tenho auto-estima". Só penso asneiras. Estou sempre a imaginar que ele m trai... por saber as coisas que fez á ex namorada. Tenho de confiar nele porque sei k ele mudou muito e é muito meigo para mim e m ajuda muito. Mas tenho muito medo. Sempre tive medo. Não sei. Sinto-me confusa. Penso em muitas asneiras. Sempre penso no mal. E acabo por ter cada pesadelo. Só queria era ter um trabalho também que me puxasse por mais animo e ver as coisas pra ele correrem bem. Porque me sinto inútil e não sei k fazer.
 
Desculpe o incómodo. Só gostava de desabafar e perceber esta vida injusta...
Obrigada

Vontade de chorar

Boa Tarde
 
Gostaria de saber porque sempre que tenho que falar com alguém, como por exemplo pedir demissão do meu emprego eu tenho vontade de chorar, fico com a voz tremula e quase não consigo me expressar, apesar de não estar satisfeita....e quando estou satisfeita com o emprego também, no meu caso aconteceram as duas situações, pois tive que pedir para sair por motivo de mudança, chorei quando falei com meu chefe também, quando vou pedir emprego, quando discuto com alguém, isso é normal? Eu penso que não pois sou uma pessoa independente, gosto de resolver meus problemas sozinha, mesmo que faça uma espécie de treinamento para falar, na hora trava tudo e só tenho vontade de chorar.

Não gosto de sentir isso, pois aparentemente isso significa um sinonimo de fraqueza.

Grata. M.