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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Desânimo de viver

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 Bom dia doutora, me chamo JC, tenho 37 anos, e ando desgostoso da minha vida, nunca tive uma vida feliz ou harmoniosa, minha família sempre viveu mais de aparência do que de verdade, tanto que cresci em um meio onde o que importa é a aquisição de bens materiais ou seja ter para ser, e com o passar dos anos sempre fui tentando ter as coisas, mas chegou a um ponto onde tudo parece ter perdido o valor, carro, eletro eletrónicos, trabalho, estudo etc.

Percebi isso mas não consigo me expressar ou fazer algo a respeito, sempre fui educado desde de criança a não demonstrar o que sinto, que sentimentos eram fúteis e desnecessários, tinha sempre de sorrir, bem o tempo passou e agora percebo que o mais importante eu não consigo ter, já estou velho não tenho uma família minha mesmo, a maioria dos meus amigos casou-se e possuem filhos, esposas e uma vida “normal”, mas parece que isso é impossível para mim, sempre quem eu gosto ou acho que tenho afinidade acaba por se afastar ou eu me afasto por receio de me magoar, e eu odeio com todas as minhas forças ser derrotado, para mim o segundo lugar nada mais do que o primeiro dos fracassados, o maior incómodo meu é fitar me no espelho pois não me vejo mais, eu literalmente me detesto, se eu quero algo material é só ir lá e comprar, mas fazer quem eu gosto gostar de mim parece impossível.

Tenho feito muitas pesquisas sobre suicídio, mas ainda tenho sido covarde, não o fiz ainda porque preciso planejar mais minuciosamente a fim de que seja bem longe de meus parentes, ou encontrar um método de viver essa vidinha de aparência idiota, sem graça e sem alegria, o que realmente eu queria era ser uma pessoa normal por que isso é tão difícil para mim. Obrigado.

 

Caro JC,

 

Sinto que está muito desiludido consigo próprio e que não tem um plano de reabilitação. Tudo tem conserto e sempre pode mudar algumas coisas que sente que não o favoreçam e que prejudiquem a sua vida. Portanto em vez de pensar em destruição pense em construção. Aos 37 anos não pode considerar-se “velho” mas sinta-se que está mais maduro e apto a modificar, aos poucos pequenas coisas até passar a sentir-se bem consigo próprio. Se te consciência de que “ser” é mais importante que do que “ter”, opte por “ser” uma pessoa mais consciente.

Falar de mudanças importantes, significa um ato de necessidade, de firme convicção e, principalmente de coragem para recomeçar e encontrar um novo equilíbrio. As mudanças são positivas sempre que não perdemos a nossa essência e nossos próprios valores. Portanto, qualquer variação que fizermos ao longo do nosso ciclo vital deve ter como objetivo aproximarmo-nos um pouco mais daquilo que realmente desejamos “ser”.

 

Um abraço

 

Filha de pais separados

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Olá Dra. como vai?

Procurando pela internet alguma história como a minha achei seu site..então escrevo para pedir-lhe uma orientação..

Fui casada por 17 anos. Divorciei-me há 3 anos..mas mesmo já tendo passado 3 anos da minha separação minha filha não consegue aceitar.. ela mora comigo e passa os finais de semanas com o pai..a vida dela não é má, é boa..tem tudo que quer dentro das nossas possibilidades.. mas esta sempre chateada sem motivos aparentes.. agora esta revoltada comigo porque coloquei ela pra fazer inglês.. contra a vontade dela mas é bom pro futuro dela e eu não posso tirá-la..esses dias peguei uma cartinha que ela escreveu dizendo isso tudo..que a vida dela não era fácil, que queria os país juntos, que não quer fazer inglês,.. o que eu faço dra..não entendo do que ela reclama.. será que pra amenizar isso devo tirá-la do inglês.. o que fazer como devo agir.. e além de tudo eu saio como errada até porque quem quis a separação fui eu..ela tem 13 anos..mas ela não é rebelde graças a Deus.. ela é meiga e educada..

Obg Dra..

M.

 

Cara M.,

Sua filha está na fase da adolescência, onde o lema é contestar tudo o que vem dos pais. É normal que ela ainda sinta algum sofrimento pela separação dos pais, mas é preciso não deixar ela exagerar. O adolescente reage ao divórcio muitas vezes com depressão, raiva intensa ou com comportamentos rebeldes e desorganizados e poderá questionar a autoridade.

O importante é manter-se firme nas suas decisões de educação, dando o que sente que é melhor para ela. Todos os filhos de pais separados tentam fazer algum tipo "chantagem" por conta da separação dos pais, mas é importante educar com firmeza, dar limites, valores saudáveis e disciplina. Dar limites ajuda a sua filha a sentir mais segurança e mais certezas. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera doméstica mais agradável tanto para os pais como para os filhos.

 

Fique tranquila e continue educando com muito amor e carinho vai educar a sua filha.

Um abraço