Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Desânimo de viver

21.jpg

 Bom dia doutora, me chamo JC, tenho 37 anos, e ando desgostoso da minha vida, nunca tive uma vida feliz ou harmoniosa, minha família sempre viveu mais de aparência do que de verdade, tanto que cresci em um meio onde o que importa é a aquisição de bens materiais ou seja ter para ser, e com o passar dos anos sempre fui tentando ter as coisas, mas chegou a um ponto onde tudo parece ter perdido o valor, carro, eletro eletrónicos, trabalho, estudo etc.

Percebi isso mas não consigo me expressar ou fazer algo a respeito, sempre fui educado desde de criança a não demonstrar o que sinto, que sentimentos eram fúteis e desnecessários, tinha sempre de sorrir, bem o tempo passou e agora percebo que o mais importante eu não consigo ter, já estou velho não tenho uma família minha mesmo, a maioria dos meus amigos casou-se e possuem filhos, esposas e uma vida “normal”, mas parece que isso é impossível para mim, sempre quem eu gosto ou acho que tenho afinidade acaba por se afastar ou eu me afasto por receio de me magoar, e eu odeio com todas as minhas forças ser derrotado, para mim o segundo lugar nada mais do que o primeiro dos fracassados, o maior incómodo meu é fitar me no espelho pois não me vejo mais, eu literalmente me detesto, se eu quero algo material é só ir lá e comprar, mas fazer quem eu gosto gostar de mim parece impossível.

Tenho feito muitas pesquisas sobre suicídio, mas ainda tenho sido covarde, não o fiz ainda porque preciso planejar mais minuciosamente a fim de que seja bem longe de meus parentes, ou encontrar um método de viver essa vidinha de aparência idiota, sem graça e sem alegria, o que realmente eu queria era ser uma pessoa normal por que isso é tão difícil para mim. Obrigado.

 

Caro JC,

 

Sinto que está muito desiludido consigo próprio e que não tem um plano de reabilitação. Tudo tem conserto e sempre pode mudar algumas coisas que sente que não o favoreçam e que prejudiquem a sua vida. Portanto em vez de pensar em destruição pense em construção. Aos 37 anos não pode considerar-se “velho” mas sinta-se que está mais maduro e apto a modificar, aos poucos pequenas coisas até passar a sentir-se bem consigo próprio. Se te consciência de que “ser” é mais importante que do que “ter”, opte por “ser” uma pessoa mais consciente.

Falar de mudanças importantes, significa um ato de necessidade, de firme convicção e, principalmente de coragem para recomeçar e encontrar um novo equilíbrio. As mudanças são positivas sempre que não perdemos a nossa essência e nossos próprios valores. Portanto, qualquer variação que fizermos ao longo do nosso ciclo vital deve ter como objetivo aproximarmo-nos um pouco mais daquilo que realmente desejamos “ser”.

 

Um abraço

 

Dicas para viver o Natal

 

 

Se estiver distante das pessoas queridas: aproveite para se ocupar com atividades diversas que lhe dão prazer.

 

Se não tem família: confraternize com amigos ou aproveite para por em dia projetos adiados como: fazer uma viagem, ler um bom livro ou assistir um filme tranquilamente em casa.

 

Se não tem dinheiro para gastar: faça uma comemoração ao seu alcance, pequenas lembranças podem ser muito significativas. O importante é o afeto.

 

Se trabalhar na noite da Consoada: trabalhe com ânimo, sinta-se importante e insubstituível.

 

Se terminou o seu namoro: lembre-se do parceiro com carinho e não com tristeza. Não se isole, participe das comemorações, confraternize e dedique-se à família.

 

Se está doente: aproveite o Natal para descansar, descontrair e repor as energias. Pense em todas as coisas que poderá fazer quando estiver sarada.

 

Se não gosta do Natal: invente novas maneiras para celebrar: faça uma viagem, participe num trabalho de voluntariado, numa creche ou numa instituição de crianças desamparadas, ou num asilo de idosos, ofereça o seu “trabalho” com amor e verá que se sentirá muito “recompensada” e feliz.

 

Se optar por ficar em casa: comemore, junto com a pessoa amada, com um jantar romântico, à luz de velas.

 

Participe, celebre e procure conviver sempre respeitando seus limites, dentro de suas possibilidades económicas e psicológicas. É importante se permitir estar triste ou nostálgico. Esses são sentimentos normais da época de Natal e se sentir uma depressão de Natal saiba que ela é passageira.

 

Viva o Natal com naturalidade, descontração, sem idealizar e com expectativas reais: um Natal Possível!

 

 

Vontade de viver

 

Olá

Como recuperar a vontade de viver sem ajuda psicologica?
O suicídio passa por minha cabeça, mas não é uma opção que quero considerar agora.

 

 

Ano novo...Vida nova

 

 Paula Rego
 
“Ano novo, vida nova!", diz o velho ditado.
 
Os propósitos que fazemos para o Ano Novo podem ser prejudiciais, principalmente se não forem reais.
 
É mais saudável renunciar aos habituais propósitos de Ano Novo, do que persegui-los obstinadamente.
 
O melhor augúrio que podemos fazer no Ano Novo é deixar acontecer.
 
Viver e sentir. Aceitar o que vier. Viver “aqui e agora” com prazer e abertura.
Ao deixar de procurar ansiosamente o melhor, o melhor virá de encontro a si.
 
Ao sentir “culpas”, mas somente quando se manifestam, deixe-se invadir na interioridade e no seu espaço. Constate essa presença sem comentar, sem racionalizar, sem criticar, mas somente sentir.
 
Assim os fantasmas vêm e vão e podem se transformar em alegria de viver, em felicidade, e pontualmente podemos descobrir capacidades ocultas que não tínhamos consciência de possuir.
 
Ao aceitar-se, assim como é, a interioridade nos presenteia com criatividade, mudanças, transformações inesperadas e encontros mágicos!
 
Bom 2009!
Mariagrazia